6/05/2011

Salmos 34 - 37

Salmo 34 Davi Louva a Deus por o Salvar dos Inimigos

Este é um dos Salmos acrósticos. Foi escrito na época em que Davi fugia de Saul e se fingiu doido na Filístia. O rei filisteu expulsou Davi de sua presença, e ele viu nisso a mão de Deus. Abimeleque era o título usado pelos reis dos filisteus (veja Gênesis 20:2; 26:1). O relato em 1 Samuel 21:10-15 é mais específico, identificando Aquis, rei de Gate.

1-3 Davi começa este Salmo com palavras de louvor para Deus

4-7 Ele pediu socorro e Deus o livrou de sua tribulação

8-10 Ele afirma a bondade de Deus em proteger e sustentar os fiéis

11-14 Ele ensina aos outros sobre as condições de comunhão com Deus:

Controlar a língua (13)

Apartar-se do mal (14)

Praticar o bem (14)

Procurar a paz (14)

15-18 Deus ouve e abençoa os justos de coração quebrantado, mas destrói aqueles que praticam o mal

19-22 Deus protege e resgata os que confiam nele, mas condena os inimigos dos justos

Salmo 35 Davi Pede Justiça para os seus Inimigos

Salmos como este nos apresentam certas dificuldades. Respeitamos Davi como um dos homens mais espirituais da história humana. De repente, encontramos Salmos imprecatórios nos quais ele pede vingança contra os seus inimigos. Como um homem de coração bom poderia desejar a maldição dos outros? Alguns tentam resolver esta questão sugerindo que o amor do Novo Testamento não se encontra no Velho. Tal explicação é inadequada, pois Jesus achou base no Antigo Testamento para os maiores mandamentos do Novo (Mateus 22:36-40; Deuteronômio 6:5; Levítico 19:18). Ao invés de ver aqui algo inferior, talvez precisemos ver uma espiritualidade e santidade mais profunda do que imaginamos. A santidade é uma das qualidades essenciais do caráter de Deus. A santidade exige a justiça, uma distinção entre o certo e o errado. Não deve nos surpreender que um homem profundamente espiritual desejaria a aplicação perfeita da justiça de Deus. Se Deus mantivesse comunhão com os ímpios, não seria santo, e não incentivaria os homens a serem santos.

1-10 Davi pede que Deus peleje por ele contra os seus inimigos

Ele chama Deus para contender com os seus perseguidores (1-3)

Amaldiçoa os seus inimigos, pedindo que o anjo do Senhor os espalhe e os persiga (4-6). Veja o outro lado do trabalho do anjo do Senhor em 34:7

Ele afirma que os seus inimigos o perseguiram sem causa, e pede que caiam nas suas próprias armadilhas (7-8)

Um vez livre dos inimigos, o salmista louvará ao Senhor (9-10)

11-18 O conflito entre o servo de Deus e seus perseguidores

Eles fazem falsas acusações sem motivo (11-12)

Davi, porém, jejuava, orava e chorava por eles como se fossem amigos (13-14). Estes dois versículos esclarecem o sentido das imprecações de Davi neste e em outros Salmos. Antes de pedir a justiça de Deus, ele já procurava ajudar os seus inimigos (veja Mateus 5:44-45)

Não obstante a bondade de Davi, os inimigos se alegraram com o sofrimento dele, e o maltrataram (15-16)

Não conseguindo ajudar os seus inimigos, Davi pede a justiça de Deus para o livrar da perseguição (17)

Confiante de seu livramento, o salmista adora a Deus (18)

19-28 Davi quer que os fiéis se alegrem e que os ímpios fiquem envergonhados

Ele não quer que os inimigos se alegrem pelo sofrimento dele (19)

Esses inimigos não querem a paz nem o bem para os servos de Deus (20-21)

Davi apela a Deus, pedindo julgamento justo entre ele e os seus inimigos (22-26)

Ele quer que Deus abençoe aqueles que apóiam a justiça dele (27)

Ele louvará a Deus por sua justiça (28)

Salmo 36 Deus Contra os Ímpios

1-4 O caráter dos injustos

São guiados pela voz do pecado, e não por Deus (1; veja Romanos 8:5-6)

Acreditam que o pecado pode ser escondido, e que não trará conseqüências (2)

Falam e praticam a malícia (3)

Sempre, até quando se deitam à noite, pensam no pecado (4). Veja o contraste em 6:6; 1:2; 119:62; etc.

5-9 O caráter de Deus

Benignidade (5)

Fidelidade (5)

Justiça (6)

Poder para preservar a vida (6)

Preciosa benignidade para com os homens (7)

Sustenta os homens com abundância (8)

A fonte da vida e da luz (9)

10-12 O salmista pede a justiça divina

Pede benignidade e justiça para com os fiéis (10)

Apela a Deus, pedindo proteção contra os malfeitores (11)

Os ímpios são derrotados (12)

Salmo 37 Como Encarar a Injustiça no Mundo

A mensagem deste Salmo é semelhante à de livros como Jó e Habacuque. Mesmo quando não entendemos a injustiça que existe neste mundo, podemos e devemos esperar no Senhor. A prosperidade dos ímpios é temporária, mas os íntegros permanecerão para sempre. A mensagem deste Salmo ajuda o servo de Deus ficar livre das doutrinas falsas que sugerem que os seguidores de Cristo serão abençoados materialmente

1-2 Não devemos sentir inveja dos ímpios prósperos, porque a justiça virá

3-6 Devemos confiar no Senhor (3,5), fazer bem (3), habitar na terra dada por Deus (3), alimentar-nos da verdade (3), agradar-nos do Senhor (4) e entregar o nosso caminho a ele (5). Fazendo assim, teremos certeza de sermos abençoados por Deus (5-6). Medite especialmente no significado do versículo 4: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração.” Devemos desenvolver a mente espiritual!

7-11 Devemos esperar no Senhor, sabendo que ele nos abençoará. Não devemos nos irritar por causa das injustiças temporárias que existem nessa vida

12-15 Os ímpios não intimidam o Senhor. Serão destruídos pela sua própria maldade

16-20 É melhor ser um pobre que confia em Deus do que ser rico e ímpio

21 A diferença entre o ímpio e o justo se manifesta no seu procedimento. Um é desonesto, e o outro generoso

22-26 Deus não deixará os justos desamparados

27-29 O Salmista apela aos homens a deixarem o mal para serem abençoados por Deus

30-31 As características do justo:

Fala a sabedoria e a justiça (30)

Guarda a lei de Deus no coração (31)

Seus passos não vacilam (31)

32-34 O perverso tenta matar o justo, mas Deus protege os fiéis e extermina os ímpios

35-38 Mesmo os ímpios que se exaltam perecerão. Os homens de paz serão estabelecidos

39-40 Deus salva aqueles que buscam refúgio nele


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Deus Abençôe

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