10/30/2008

Mateus 17

Os apóstolos tinham chegado a um momento crítico. O povo estava confuso sobre Jesus. Pedro confessou a sua fé, mas ainda não entendeu o plano de Deus em relação a Jesus. Jesus não falou apenas de sua própria cruz, mas também das cruzes que os seguidores dele teriam que tomar. Para suportar este ensinamento radical e exigente, os apóstolos teriam que confiar plenamente em Jesus.
Montanhas eram, às vezes, lugares de encontro com Deus. Moisés teve vários encontros com Deus em montanhas. Elias, também, chegou na presença de Deus numa montanha. Jesus subia nos montes para orar. Agora, três dos apóstolos terão uma experiência inesquecível numa montanha.
17:1-8
Jesus levou Pedro, Tiago e João a um monte, e a aparência dele brilhou como o sol.
**Obs.: Jesus veio para mostrar a glória do Pai (João 1:1-14). Ele resplandecia nos seus atos e no seu ensinamento. Mas, nesta ocasião, é como ele tivesse tirado um véu para mostrar visivelmente a sua glória. Foi um momento marcante na vida dos apóstolos que presenciaram a transfiguração (veja João 1:14; 2 Pedro 1:16-18).
Moisés e Elias apareceram e falaram com Jesus.
Pedro sugeriu que fizessem três tabernáculos para honrar Jesus, Moisés e Elias.
Uma nuvem apareceu e uma voz disse: "Este é o meu filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi."
Moisés e Elias sumiram. Ficou somente Jesus na frente dos discípulos.
**Obs.: Imagine estes três discípulos, judeus, na presença de Moisés (o libertador do povo) e Elias (um dos maiores profetas do Velho Testamento). Seria natural querer honrá-los. Mas, Deus queria ensinar uma lição importantíssima. Moisés era um grande servo. Elias, também. Mas, é Jesus e sua palavra que devemos respeitar acima de tudo. Nós não devemos fazer tabernáculos para honrar nenhum outro servo de Deus, não importa quem seja. Toda a glória pertence a Cristo.
17:9-13
Jesus mandou que não contassem esta visão até depois da ressurreição dele.
Naturalmente, a aparição de Elias provocou a curiosidade deles, e perguntaram sobre as profecias sobre a vinda de Elias para preparar o caminho do Cristo (veja Malaquias 4:5-6).
Jesus explicou que a profecia foi cumprida em João Batista.
**Obs.: Não há nenhuma sugestão de reencarnação aqui. João Batista cumpriu as profecias sobre Elias no mesmo sentido que Jesus cumpriu profecias sobre Davi (veja Ezequiel 34:23-24; 37:24). João teve um jeito semelhante ao de Elias, e lembrou o povo do antigo profeta.
17:14-21
Jesus expulsou um demônio de um menino, depois de repreender os discípulos pela falta de fé deles em não poder realizar o milagre.
**Obs.: A falta de fé era dos discípulos, não da pessoa que pediu a cura, nem da pessoa aflita. Muitas pessoas hoje que alegam realizar milagres colocam a culpa na outra pessoa quando não conseguem curá-la.
**Obs. O comentário entre colchetes no versículo 21 (sugerindo uma dúvida nos manuscritos) se encontra em Marcos 9:29. Evidentemente, alguns demônios eram mais difíceis do que outros, e Jesus falou da necessidade de buscar Deus por oração e jejum.
**Obs.: Somos melhores do que os apóstolos? Quantas vezes ficamos desesperados por causa de problemas que não conseguimos resolver, mas ainda não buscamos Deus com todo o coração?
17:22-23
Jesus está prestes para sair da Galiléia, rumo a Jerusalém (veja 19:1). Ele continua preparando os apóstolos, predizendo outra vez sua morte e ressurreição.
17:24-27
**Obs.: Este trecho é mais um argumento implícito para mostrar a divindade de Jesus. Preste atenção!
Alguns homens estavam cobrando o imposto de duas dracmas.
**Obs.: Segundo citações em Êxodo 30:13; 28:26 e Neemias 10:32, já houve o costume de cobrar impostos dos homens judeus para o templo. Segundo informações históricas, este imposto foi pago na Páscoa em Jerusalém, ou um mês antes nas outras regiões da Palestina. Esta conversa, provavelmente aconteceu um mês antes da Páscoa.
Pedro respondeu à pergunta dos cobradores, dizendo que Jesus pagava o imposto.
Quando Pedro chegou em casa, Jesus perguntou: "De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?"
A resposta de Pedro (dos estranhos) e a conclusão de Jesus (os filhos são isentos, mas pagarei o imposto para evitar escândalo), esclarecem dois pontos importantes para nós:
(1) O templo era a casa de Deus. Jesus, como Filho de Deus, tinha direito a isenção do imposto.
(2) Jesus não usufruiu desse direito, achando melhor pagar o imposto do que causa escândalo.
**Obs.: Muitas vezes, faríamos bem abrindo mão de algum "direito" para evitar ofensas.

Um comentário:

Deus Abençôe