9/29/2008

Efésios 6:10-24

Efésios 6:10-24Este trecho nos traz mais uma exortação de Paulo e o encerramento do livro.
6:10-18
A exortação final de Paulo neste livro se refere à preparação do cristão para enfrentar os desafios no mundo. Devemos ser fortalecidos no Senhor (10).
**Obs.: Mais uma vez, observamos que o poder não vem de nós, mas de Deus. Muitos cristãos se sentem derrotados porque olham constantemente para as coisas erradas. Vêem as tentações e as provações e estas parecem enormes. Olham no espelho e enxergam suas próprias falhas e fraquezas. O problema é o foco. Qualquer homem é pequeno e frágil, mas Deus é muito maior do que nossos desafios. Foi assim que pensou o bom rei Ezequias quando o exército da Assíria ameaçou o seu país: "Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa da multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá" (2 Crônicas 32:7-8). Deus é maior do que nossos problemas!
É com a armadura de Deus que podemos enfrentar e vencer o diabo e as outras forças do mal (11-12).
**Obs.: O diabo é um derrotado, um perdedor. Sinceramente fico triste com as igrejas que enfatizam demasiadamente os poderes do diabo e seus servos. Parece que algumas igrejas falam mais sobre as forças do mal do que sobre o Vencedor e Senhor de todos. Preocupam-se com questões de hierarquias de poder no reino das trevas; fazem espetáculos dramáticos de expulsão de demônios; falam detalhadamente sobre características e poderes de Satanás. O Novo Testamento apresenta o diabo como um derrotado contra quem devemos resistir confiantes na vitória (Hebreus 2:14-15; 1 João 3:8; Apocalipse 12). Ele tem poder (veja 1 Pedro 5:8-9), mas o poder dele nem se compara com a força superior do nosso Rei!
Para vencer o Adversário e "permanecer inabaláveis", precisamos vestir a armadura de Deus (13-17; veja 1 Tessalonicenses 5:8):
(1) O cinto da verdade (14). O cinto do soldado foi a peça central de sua armadura, segurando a roupa dele perto do corpo e dando lugar para carregar a sua espada e outras necessidades da batalha. Na vida do discípulo, esta peça central é a verdade, que vem de Deus (João 17:17). Para servir de proteção, a verdade precisa ser conhecida, recebida e aplicada. Isso exige estudo cuidadoso, aceitação de coração bom e sincero, e a coragem de aplicar a palavra em nossas vidas e efetuar as mudanças necessárias.
(2) A couraça da justiça (14). A couraça protege o coração, o peito do soldado. A proteção do servo de Deus não vem por meios carnais. A injustiça de mentiras, engano, etc. não protege ninguém do inimigo real. A justiça, a santidade, a integridade moral são a proteção do servo do Senhor.
(3) Os calçados (sandálias) de preparação do evangelho (15). As sandálias usadas pelos soldados romanos, na época de Paulo, tinham cravos para dar aos soldados uma vantagem contra inimigos despreparados (com sandálias inadequadas ou até descalços). O servo do Senhor tem de estar preparado, com as sandálias já nos pés. Se esperar a invasão do inimigo para se vestir, não conseguirá resistir. A preparação do soldado de Cristo é o evangelho da paz. É interessante que, no meio a tanta linguagem de guerra, Paulo nos lembra que a nossa missão é de reconciliação, como servos do Príncipe da Paz (veja 2:14-18).
(4) O escudo da fé (16). O escudo do soldado romano cobria boa parte do corpo dele, e servia para repelir dardos, flechas, etc. O diabo lança seus dardos inflamados, mas o cristão se defende com o escudo da fé. Quando temos convicções fundadas na palavra de Deus, podemos resistir aos assaltos do Inimigo (Romanos 10:17).
(5) O capacete da salvação (17). O capacete é de extrema importância. A nossa proteção contra golpes mortais é a salvação que Cristo nos trouxe (Atos 4:12).
(6) A espada do Espírito (18). Não devemos entender que a nossa guerra seja apenas defensiva. Entramos na batalha armados para enfrentar e vencer o Inimigo. "Porque, embora, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas, e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, e estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão" (2 Coríntios 10:3-6). A nossa espada, nossa única arma ofensiva, é a palavra de Deus.
Assim armados e confiando no Senhor, devemos desenvolver o hábito de oração constante (18). Note aqui:
(1) Oração é a comunicação com Deus.
(2) Súplicas são apelos ou petições pedindo ajuda.
(3) Orando "no Espírito" tem duas possíveis interpretações: (a) Orando como aprendemos do Espírito Santo, de acordo com a vontade do Senhor; (b) Orando no espírito (a letra maiúscula não está no original; é questão de interpretação) no sentido de oração sincera do coração.
(4) Vigiando com perseverança sugere uma atitude de dedicação incansável à oração.
(5) Devemos orar pelos santos, fazendo súplicas em favor dos irmãos em Cristo.
**Obs.: A comunicação sempre envolve dois sentidos. Uma pessoa fala e a outra ouve. Depois esta fala e aquela escuta. A comunicação com Deus funciona da mesma maneira. Quando oramos, nós falamos e Deus ouve. Quando lemos e estudamos a palavra, Deus fala e nós escutamos. Este entendimento sugere dois perigos que devemos evitar: (1) Ouvir sem falar. Não é suficiente meramente estudar a Bíblia. Precisamos desenvolver a comunhão com Deus em oração. (2) Falar sem ouvir. Algumas pessoas oram muito, até fazendo súplicas constantemente, mas não dão importância ao estudo da palavra. É importante falar com Deus, mas jamais devemos negligenciar o estudo da palavra dele.
6:19-20
Paulo especificamente pediu orações por ele, para que pudesse ter coragem de falar a palavra de Deus (19).
Embora em cadeias, ele era embaixador de Cristo (20). A prisão de Paulo apresentou várias oportunidades para ele pregar a palavra (Atos 23:11; Filipenses 1:12-18).
6:21-22
Paulo enviou Tíquico para consolar os irmãos com notícias a seu respeito. Paulo descreve Tíquico como o irmão amado (sua relação com Paulo) e fiel ministro do Senhor (sua relação com Jesus). Para maiores informações sobre o trabalho deste servo, veja Atos 20:1-6; 2 Timóteo 4:12; Tito 3:12 e Colossenses 4:7-9.
6:23-24
Paulo encerra a carta desejando paz, amor e graça aos fiéis.

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