5/15/2011

Provérbios

O Livro de Provérbios foi escrito pelo sábio rei Salomão (Provérbios 1.1; 10.1; 25.1). Sua escrita ocorreu entre os anos de 1.037 a 998 a.C., durante o reinado de Salomão em Israel. O livro é constituído em forma de discursos, bem como de coleção de declarações sábias sobre assuntos práticos da vida. Embora tenha sido de autoria do rei Salomão, no reinado de Ezequias o Livro de Provérbios recebeu sua compilação, tendo sido posto em ordem pelos seus escribas (escrivães), que o colocaram em um só volume. Em toda a sua vida, Salomão compôs cerca de 3.000 provérbios e 1.005 cânticos (1º Reis 4.32). Ele próprio selecionou os provérbios do livro, e os colocou em ordem de escrita. Os escribas do rei Ezequias os colocaram em ordem temática.

O Livro de Provérbios possui 31 capítulos, 914 versículos e cinco grandes divisões. 1)O valor superior da sabedoria; 2)A atitude correta para com Deus; 3)Conselhos excelentes para governar a vida familiar; 4)Características que devem ser cultivadas e as que devem ser evitadas; 5)Orientações práticas para a vida cotidiana.

A primeira grande divisão do livro (O valor superior da sabedoria) possui cinco subdivisões: 1)Sabedoria (junto com compreensão) é a coisa principal (Provérbios 4.5-8; 16.16). 2)Elementos essenciais para se adquirir sabedoria (Provérbios 2.1-9; 13.20). 3)Benefícios resultantes da sabedoria, tais como segurança, proteção, honra, vida mais longa e mais feliz (Provérbios 2.10-21; 3.13-26, 35; 9.10-12; 24.6, 13,14). 4)A sabedoria personificada foi a colaboradora de Deus (Provérbios 8.22-31). 5) As conseqüências amargas de se deixar de agir sabiamente (Provérbios 1.24-32; 2.22; 6.12-15).

A segunda grande divisão do livro (A atitude correta para com Deus) possui seis subdivisões: 1)Confiar em Deus (Provérbios 3.5,6; 16.20; 18.10; 29.25). 2) Temer e evitar a maldade (Provérbios 3.7; 10.27; 14.26,27; 16.6; 19.23). 3)Honrá-lo por apoiar a adoração verdadeira (Provérbios 3.9,10). 4)Mostrar apreço por Sua Palavra (Provérbios 3.1-4; 30.5,6). 5)Descobrir o que Deus odeia e agir com esse conhecimento (Provérbios 6.16-19; 11.20; 12.22; 16.5; 17.15; 28.9). 6)Se agradarmos a Deus, Ele cuidará de nós, nos protegerá e ouvirá as nossas orações (Provérbios 10.3,9,30; 15.29; 16.3).

A terceira grande divisão do livro (Conselhos excelentes para governar a vida familiar) possui cinco subdivisões: 1)A esposa capaz é uma bênção por parte de Deus (Provérbios 12.4; 14.1; 18.22; 31.10-31). 2)Os pais devem treinar e disciplinar os filhos (Provérbios 13.1,24; 22.6,15; 23.13,14; 31.109-31). 3)Os filhos devem respeitar profundamente os pais (Provérbios 1.8,9; 4.1-4; 6.20-22; 10.1; 23.22-26; 30.17). 4) Amor e paz são qualidades muito desejáveis no lar (Provérbios 15.16,17; 17.1; 19.13; 21.9,19). 5)Resista à imoralidade e estará evitando muita dor e sofrimento (Provérbios 5.3-23; 6.23-35; 7.4-27; 9.13-18).

A quarta grande divisão do livro (Características que devem ser cultivas e as que devem ser evitadas) possui sete subdivisões: 1)Cultive consideração amorosa para com os pobres e os aflitos (Provérbios 3.27,28; 14.21,31; 19.17; 21.13; 28.27). 2)Seja generoso e evite a ganância (Provérbios 11.24-26). 3)Cultive e diligência e não seja preguiçoso (Provérbios 6.6-11; 10.26; 13.4; 20.4; 24.30-34; 26.13-16). 4)Modéstia e humildade trazem honra. Presunção e orgulho trazem à humilhação (Provérbios 11.2; 16.18,19; 25.6,7; 29.23). 5)Exerça autodomínio (tolerância) na questão da ira (Provérbios 14.29; 16.32; 25.28; 29.11). 6)Evite ter espírito maldoso ou o desejo de vingança (Provérbios 20.22; 24.17,18;28,29; 25.21,22). 7)Pratique a justiça em tudo (Provérbios 10.2; 11.18,19; 14.32; 21.3,21).

A quinta grande divisão do livro (Orientações práticas para a vida cotidiana) possui 14 subdivisões: 1)Corresponda corretamente à disciplina, à repreensão e ao conselho (Provérbios 13.18; 15.10; 19.20; 27.5,6). 2)Seja um amigo genuíno (Provérbios 17.17; 18.24; 19.4; 27.9,10). 3)Seja criterioso ao aceitar hospitalidade (Provérbios 23.1-3, 6-8; 25.17). 4)O materialismo é fútil (Provérbios 11.28; 23.4,5; 28.20,22). 5)O trabalho árduo resulta em bênçãos (Provérbios 12.11; 28.19). 6)Desenvolva práticas comerciais honestas (Provérbios 11.1; 16.11; 20.10,23). 7)Tome cuidado no que diz respeito a ser fiador (avalista) dos outros, especialmente de estranhos (Provérbios 6.1-5; 11.15; 22.26,27). 8)Evite conversa prejudicial: certifique- se de que sua conversa é edificante (Provérbios 10.18-21, 31,32; 11.13; 12.17-19; 15.1,2,4,28; 16.24; 18.8). 9)A lisonja é traiçoeira (Provérbios 28.23; 29.5). 10)Evite altercações: discutir ou polemizar (Provérbios 3.30; 17.17; 20.3; 26.17). 11)Evite más companhias (Provérbios 1.10-19; 4.14-19; 22.24,25). 12)Aprenda a lidar sabiamente com os zombadores (escarnecedores) e com os tolos (Provérbios 9.7,8; 19.25; 22.10; 26.4,5). 13)Evite as armadilhas das bebidas alcoólicas: a embriaguez (Provérbios 20.1; 23.29-35; 31.4-7). 14)Não inveje os ímpios ou iníquos (Provérbios 3.31-34; 23.17,18; 24.19,20).

Observações sobre o Livro de Provérbios: entre os Provérbios de Salomão foram encontradas palavras de AGUR (transcritas por Salomão) e da mãe do rei LEMUEL, as quais foram adicionadas ao livro pelo próprio Salomão. São os provérbios constantes dos capítulos 30 (30.1-33) e 31 (31.1-31) respectivamente. Os dois provérbios foram transcritos pelos escribas do rei Ezequias, quando este compilou o livro na íntegra. AGUR era filho do rei Jaque e foi autor do 30º capítulo do Livro de Provérbios. Viveu na corte de Salomão (entre 1.037 a 998 a.C.) e era um dos escribas do rei. LEMUEL era um dos muitos reis das nações circunvizinhas de Israel, que admiravam Salomão e com ele mantinham relações de amizade. Lemuel era um rei muito obediente à sua mãe, e prestou-lhe uma homenagem ao escrever o capítulo 31 do Livro de Provérbios, o qual Salomão também adicionou ao Livro.

Para efeitos didáticos, o Livro de Provérbios possui cinco grandes temas ou assuntos: 1)Provérbios de Salomão exaltando as bênçãos da sabedoria (capítulos 1 a 9). 2)Os provérbios de Salomão sobre vários assuntos (capítulos 10 a 24). 3)Outros provérbios de Salomão, transcritos pelos escribas do rei Ezequias (capítulos 25 a 29). 4) As palavras de Agur (capítulo 30). 5)As palavras da mãe do rei Lemuel (capítulo 31).

Rev. Dr. Venâncio Josiel dos Santos (PHD, DD, THD). Doutor em Teologia, Divindade e Filosofia da Religião. OTEAL nº 615 – OTEB nº 1.516

5/11/2011

Eclesiaste

O livro de Eclesiastes registra a busca de Salomão por significado e propósito na vida. Ele buscava valor real em diferentes áreas, mas o resultado final era deprimente. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (1:2). "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2:11). Ele achava a vida vazia e sem significado. Ele disse que era como caçar o vento: nunca se consegue pegá-lo. Estaremos constantemente frustrados se procurarmos ganhar algo na vida que não está nela. Quando reconhecemos que a vida é vazia, somos libertados para buscar seu verdadeiro significado fora desta existência temporal, e então encontramos o significado e propósito verdadeiro.

Eclesiastes contém quatro pensamentos básicos: Œ A busca do Pregador por valor real na vida; ele concluiu que tudo é vaidade.  Razões para as frustrações na vida. Ž Alguns modos melhores para viver a vida apesar dela ser vazia.  A única satisfação que há para um homem. Este artigo estudará os pontos 1, 2 e 4.

O escritor buscou significado em muitas áreas.
Œ Ele tentou a sabedoria: "Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza" (1:16-18). Com o aumento da sabedoria veio o aumento da dor, porque maior percepção do mundo leva a maior frustração com as coisas tortas do mundo que não podem ser retificadas.  Ele buscou prazer: "Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade. Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?" (2:1-2). Ž Ele procurou significado no uso moderado de álcool: "Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida" (2:3).  Ele tentou satisfazer-se com grandes realizações: "Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas. Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie. Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores" (2:4-6).  Ele comprou escravos: "Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa" (2:7). Ele acumulou grande riqueza: "Também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém. Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias" (2:7-8). Ele buscou divertimento e prazersexual: "Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres" (2:8). Ele também observou o resultado da busca por popularidade (veja 4:13-16). Depois dessa análise detalhada, qual foi a conclusão final? "Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol" (2:11). Não havia satisfação em nenhuma destas buscas.

Razões para as Frustrações na Vida

Há boas razões pelas quais a vida é inerentemente insatisfatória, não importa quão bem sucedidas nossas buscas possam ser.

Œ Nenhuma realização. Nada realmente acontece na vida. Há uma infindável e cansativa sucessão de acontecimentos, mas não há resultado. Essa monotonia é bem ilustrada pelos ciclos naturais na terra (1:3-7). O sol se levanta, põe-se, e levanta-se novamente. Muita atividade, nenhuma mudança. O vento sopra para o norte, sopra para o sul, e sopra para o norte novamente. Muito movimento, nenhuma realização. Os rios correm para o mar, e correm para o mar, e correm para o mar. Estão em constante movimento mas jamais se esvaziam e o mar jamais se enche.

 Não se pode mudar nada. Nunca se consegue, realmente, fazer muita diferença. As coisas vão acontecer quando acontecerem e pouco haverá que se possa fazer para mudar isso. Este é o ponto do Pregador em 3:1-8 quando ele discute como há um tempo para tudo (veja também 3:14 e 8:8). Há muitas coisas importantes sobre as quais não temos, absolutamente, nenhum domínio: o clima, as condições econômicas, a guerra, a doença, a morte, etc. É frustrante estar à mercê de forças externas.

Ž Não se pode prever nada. "Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare" (8:7). Há tantas incertezas, tantas perguntas sem respostas na vida. Podemos nos juntar a Jó ao perguntar por quê, e acompanhá-lo no passar de muitos dias agonizantes sem nenhuma resposta.

 O mesmo destino para todos. A mesma coisa acontece aos homens bons e aos perversos. "Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo" (9:1-3). A morte é muito democrática; há uma para todos. Quanto a esta vida, a mesma coisa que acontece conosco acontece aos animais: morremos e nossa carne apodrece (3:18-21). Se a vida atual fosse tudo o que há, nosso fim seria exatamente igual ao dos animais. Que deprimente!

 O acaso governa. "Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso" (9:11). O sucesso não está sob o nosso comando. O melhor sujeito nem sempre ganha. Às vezes a vitória é apenas uma questão de sorte.

Nenhuma retenção. Aqui nada é durável. Poucos anos depois que morrermos ninguém se lembrará de nós nem se importará conosco. Nosso legado será passado para alguém que não trabalhou por ele e que, conseqüentemente, não o apreciará nem usará como nós o faríamos. "Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto! ... Também aborreci todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol, visto que o seu ganho eu havia de deixar a quem viesse depois de mim. E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade" (2:16, 18-19). O empenho humano não pode ser recordado, retido ou passado a outro.

Nenhuma satisfação. As pessoas freqüentemente pensam, "Se tivéssemos mais um pouco, poderíamos ser felizes." Assim conseguem um pouco mais; porém, ainda estão infelizes. As coisas desta vida nunca satisfazem; nosso vazio sempre fica mais e mais profundo. "Todo trabalho do homem é para a sua boca; e , contudo, nunca se satisfaz o seu apetite" (6:7).

Injustiça. A vida não é justa. Quem consegue o emprego ou a promoção? Muitas vezes é a pessoa que menos merece. Geralmente é preciso menos esforço para criar um problema do que para resolvê-lo. "Qual a mosca morta faz o ungüento do perfumador exalar mau cheiro, assim é para a sabedoria e a honra um pouco de estultícia" (10:1).

Velhice. Eclesiastes 12:2-8 registra uma descrição poética do envelhecimento. Em termos pitorescos, as fraquezas da velhice são descritas: as mãos trêmulas, a postura encurvada, os dentes perdidos, a visão diminuída, a audição debilitada, o sono intermitente, a voz áspera, o cabelo encanecido, o andar desajeitado, etc. Assim, se não morrermos antes, estaremos todos destinados a esse estado débil. Que deprimente!

A Verdadeira Satisfação na Vida

Necessitamos dessa mensagem. É má notícia. Mas precisamos receber as más notícias para procurarmos a cura. Podemos menosprezar o fato da vida ser vazia, podemos ocupar-nos em atividades frenéticas, podemos trombetear em alto som que estamos felizes e satisfeitos, mas não podemos escapar. Buscando sombras incontáveis ficamos cada vez mais vazios. Somente quando reconhecermos a total futilidade de todos os esforços nesta vida, nos voltaremos para aquele que pode dar o significado e a satisfação que buscamos. A vida realmente tem significado, propósito e valor quando nossa meta é servir a Deus. "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (12:13-14). Há um espaço em nossa alma que somente Deus pode ocupar, e nunca estaremos em paz até que permitamos que ele a preencha.

Esta é a mensagem de Eclesiastes. A vida é vazia, a menos que façamos de Deus nossa vida. Ele é a única meta adequada de nossa existência. Sem ele descemos no vazio e no desespero, apesar de todos os esforços para nos enchermos com o mundo. "Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade" (1:2).

5/01/2011

Cantares de Salomão

Autor do Livro.

Segundo o livro dos Cantares de Salomão o autor livro é o rei de Israel, Salomão. 1:1.

Nome do Livro.

1:1 indica que é o melhor cântico dos cânticos.

Data do Livro.

1014 a.C. Salomão morreu mais ou menos no ano 992 a.C.

Interpretação do Livro.

1. Histórico e literal. Fala do amor entre homem e mulher (esposo e esposa). Mostra que este assunto merece um lugar na Bíblia porque é muito importante.

2. Simbólico somente. Fala simbolicamente sobre o relacionamento entre Jesus Cristo e o Seu povo, os eleitos de Deus. Outros dizem que é Jesus Cristo e a Sua igreja. Tudo isso depende da sua idéia da noiva de Cristo.

3. Histórico e simbólico. É um evento histórico e literal com um sentido simbólico. É isso que é a verdade. Simbolicamente fala sobre Jesus Cristo e a Sua noiva, a igreja dele.

Esboço do Livro.

1. O casamento real lembrado. 1:1-2:7.

2. O namoro da noiva lembrado. 2:9-3:5.

3. O noivado da noiva lembrado. 3:6-5:1.

4. O sonho perturbador da noiva. 5:2-6:3.

5. A meditação do rei sobre a noiva. 6:4-7:9.

6. O amor da noiva declarado. 7:10-8:4.

7. O amor verdadeiro dos dois. 8:5-8:14.

Livro Polêmico.

Tem sido falado que o livro é indecente e impróprio para ler por causa do conteúdo carnal e sensual. Isto depende da mente da pessoa. Salvo ou perdido? A verdade é que este mundo agora precisa ouvir tudo isso mais do que nunca por causa da sua opinião perversa do casamento e do amor.

O amor marital ou conjugal.

No seu sentido literal. O amor puro do casamento é aprovado e ordenado por Deus. Desde a criação é assim - este amor é justificado e defendido por Deus. Hebreus 13:4. É a verdade apesar do desprezo e da perversão da igreja católica e de outras religiões e seitas. Este amor é justificado e defendido contra o seguinte.

1. Asceticismo – uma negação do valor, aprovação e santidade do casamento. Algumas religiões do mundo ensinem isso sobre o casamento?

2. Concupiscência – imoralidade, prostituição, adultério, infidelidade conjugal e homossexualismo. Deus deu o casamento para o bem do homem e deve ser honrado e usado para evitar todo tipo de imoralidade. Veja I Coríntios 7:1-9.

Jesus Cristo e a Sua Noiva.

No sentido simbólico. É preciso esclarecer algumas coisas antes de estudar o livro.

1. “O mundo religioso” todo ensina que o reino de Deus, a família de Deus e a igreja de Jesus Cristo (a noiva de Cristo) são iguais ou idênticos. O reino de Deus – é todos os salvos na terra da época presente. A família de Deus - é todos os salvos de todas as épocas no céu e na terra. A igreja de Jesus Cristo – é local e visível, um corpo dos salvos batizados corretamente, pregando a verdade e guardando puro as ordenanças. A noiva de Jesus Cristo – os membros fiéis das igrejas de Cristo.

2. Jesus Cristo é chamado o noivo, então Ele tem que ter uma noiva. João 3:29.

3. A igreja verdadeira de Jesus Cristo é chamada a Sua noiva. Efésios 5:22-33. II Coríntios 11:2.

4. A noiva será os fiéis das igrejas do Senhor Jesus Cristo. Apocalipse 19:7-10.

Note as seguintes verdades sobre Apocalipse 19:7-10.

1. O Noivo.

2. A Sua Noiva se aprontou.

3. Foi dado a ela um vestido extra-ordinário.

4. Este vestido de linho puro, fino e resplandecente representa os atos de justiça (as justiças dos santos) feitos por ela.

5. Os convidados às bodas. Não é a noiva, porque não convida a noiva assistir o seu próprio casamento. Então os convidados são os salvos que assistirão as bodas que não fazem parte da noiva.

6. A noiva pura e virgem. II Coríntios 11:2. Apocalipse 3:4.

7. Assim a noiva dará glória a Jesus Cristo para todo o sempre. Efésios 3:21.

O Livro Explicado Abreviadamente.

Jesus Cristo e a Sua Noiva. Salomão é simbólico do Senhor Jesus Cristo e a noiva de Salomão é simbólica da noiva de Cristo Jesus. É a história de amor que eles tem um ao outro.

Capítulo 1 – O cântico dos cânticos.

Versículos 1-3. Quatro coisas significantes.

1. Beijos. È uma expressão de amor. O beijo dado promiscuamente é pecado e o falso é hipócrita. O beijo de Judas Iscariotes? Há um ósculo santo entre irmãos. Este beijo aqui é o beijo da boca que é o mais íntimo. O amor entre Jesus Cristo e a Sua noiva deve ser muito íntimo.

2. O amor dele é melhor do que o vinho. Satisfaz e é gostoso. Quem pode descrever o amor de Cristo por nós justamente? Quem pode chegar para as profundezas deste amor? Efésios 3:17-19.

3. O ungüênto derramado é o teu nome. O nome de Jesus Cristo é isso mesmo; bonito, agradável, acalmar, sarar, amolecer, cheiroso. O nome dEle é tudo isto para a noiva de Cristo.

4. As virgens te amam por isso. Aqueles de coração puro amam muito o noivo Jesus Cristo.

Versículos 4-7. O desejo da noiva.

1. v. 4, “leva-me tu”. O desejo de ser levado por ele (estar com ele). Ela precisa a sua força para segui-lo. A vontade dele é a vontade dela.

2. v. 5-6, ela tem espírito de humildade e indignidade. Note no v. 6 a perseguição dela. Ela negligenciou a sua obra por causa disto.

3. v. 7, ela busca estar na presença dele. Desviar do desejo de estar com ele para fazer outras coisas? O primeiro desejo dela é estar com ele.

Versículos 8-17. O noivo fala.

1. v. 8, Ela se vê indigna, mas ele diz que ela é a mais formosa entre as mulheres. Essa é a noiva do Senhor Jesus Cristo mesmo! É ela que dá a comida verdadeira às ovelhas.

2. v. 9, Ela batalha pela fé contra os inimigos.

3. v. 10, Ela está enfeitada de graça e beleza, a beleza da justiça e santidade.

4. v. 11, O ouro é a justiça de Cristo e a prata é sua redenção.

5. v. 12, O rei administrando os seus negócios. Para a noiva é um perfume muito cheiroso.

6. v. 13-14, A noiva fala um pouco. O noivo é muito doce para ela. Os dois têm muito prazer na sua intimidade, beleza e bom cheiro.

7. v. 15, O noivo continua falando. Para ele, ela é formosa; porque tem a justiça imputada e a sua própria fidelidade. Ela tem olhos da pomba; paz, inocência, amor e ternura.

8. v. 16-17, A noiva responde. Para ela, ele é formoso e amável. Leito verde, o lugar de descanso, paz, sem perturbação, verde (fresco e cheiroso). É uma casa firme e segura.

Capítulo 2 – Rosa de saron, lírio dos vales e a macieira.

1. Versículo 1. O noivo fala de si mesmo. É Jesus mesmo.

2. Versículos 2-3. Os dois falam um ao outro amorosamente.

3. Versículos 4-7. O noivo satisfaz a noiva. Jesus Cristo satisfaz a sua noiva, ele a sustenta, ele dá para ela proteção, sustento a força. No v. 7 ela espera o noivo na hora que ele quer vir. A noiva de Cristo vai estar esperando a vinda do seu amado fielmente. Mateus 25:1-13.

4. Versículos 8-17. No v. 8 o noivo está esperado pela noiva. Ela ouve a sua voz de lá no céu, ele já vem. No v. 9 ela pode vê-lo pela fé, mas é uma visão limitada. I Coríntios 13:12. I João 3:2. Nos v. 10-14 o noivo encoraja a noiva para esperar fielmente. No v. 15 ela tem que ter muito cuidado com as raposinhas que fazem muito mal. Nos v. 16-17 a noiva fala cheia de amor e espera a sua vinda.

Capítulo 3. A Noiva Busca o Noivo.

Ócio e Apatia. Versículos 1-5.

1. Versículo 1. É o resultado de ócio e apatia da parte da noiva (só gastar tempo no serviço de Deus). Quando uma igreja fica à vontade na cama de ociosidade e apatia, não pode estar com a presença nem o poder do seu amado Salvador e Noivo. É o resultado e perigo de não esperar a vinda do Noivo para uma igreja. Não pode viver na comunhão do salvador sem responsabilidade.

2. Versículo 2. A noiva vai pelas ruas em busca dele. Pelo menos ela se levantou em busca dele, muitos nem fazem isto. Ela não o achou. Porque? Buscou-o só para satisfazer a sua própria solidão e inquietação. Queremos a comunhão com o Salvador porque? Somente é pelo egoísmo da nossa parte ou para melhor servir, agradar e trabalhar por ele?

3. Versículo 3. Os guardas falam simbolicamente das autoridades da religião do mundo. Eles acharam a noiva buscando o noivo. É a perseguição deles dela? Eles sabem de nada sobre o noivo. Tem visto ele, conhece-o? O que a religião do mundo sabe sobre o Salvador? Nada. Nós achamos a comunhão com ele em fazer a sua vontade.

4. Versículo 4. Agora que está na comunhão com ele de novo, ela fica muito pegado nele. Aprendeu muito bem pelo erro e não quis fazer o erro novamente. A casa da mãe é o mundo gentil? Efésios 2:14-18.

A Comunhão Restaurada. A noiva fala. Versículos 6-11.

Agora o noivo é revelado como sendo o rei.

1. Versículo 6. A glória do rei vitorioso. Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele é vitorioso na salvação.

2. Versículos 7-8. O guarda de honra do rei. São os mais leais, fiéis e provados do Senhor. São os mais pertos dele.

3. Versículos 9-10. O carro do Rei. O carro da salvação do Rei dos reis. Note os símbolos destas coisas. Madeira – a humanidade de Cristo. Ouro – a divindade de Cristo. Prata – a redenção de Cristo. Púrpura – a cor da realeza. Revestido com o amor pela nação eleita.

4. Versículo 11. A coroa do rei. Só Ele merece ser coroado.

Capítulo 4. A noiva é a igreja fiel a Deus descrita.

Sete qualidades maravilhosas da noiva. Versículo 1-7.

Note o número 7 – o número da perfeição. São as palavras do homem que ama a sua noiva de todo o coração.

1. Versículo 1. “Os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças”. Fala da visão compassiva da noiva. A pomba fala da pureza, paz e compaixão dela.

2. Versículo 1. “O teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte Gileade”. O cabelo da mulher é a sua glória. O seu cabelo é simbólico da sua submissão ao seu marido. I Coríntios 11:1-16.

3. Versículo 2. “Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma há estéril entre elas”. Dentes perfeitos, brancos e bonitos. Os dentes ruins (ou sem) podem significar má saúde, ou comida, ou falta de cuidado, ou todos os três. Fala da beleza, saúde, poder comer, sua dieta, comida, e crescimento da noiva.

4. Versículo 3. “Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é agradável”. Os lábios dela são tudo isso para quem? O noivo! Ela é doce para ele por causa da redenção pelo sangue, graça divina, verdade e caráter bom.

5. Versículo 3. “A tua fonte (ao lado da cabeça) é qual um pedaço de romã entre os teus cabelos”. Fruta do tamanho de uma laranja, carne vermelha, gostosa e a casca é medicinal. Pode ser os pensamentos da noiva (caráter da mente) que são agradáveis, suaves, cheirosos, lavados no sangue, gostosos e edificantes.

6. Versículo 4. “O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas; mil escudos pendem dela, todos broquéis de poderosos”. Davi era um valente, guerreiro e rei corajoso. Os escudos dos valentes do Senhor e as armas e broquéis deles estão nela. Ela tem proteção contra os inimigos da cruz, ela age sem covardia. O teu pescoço fala da vontade, coragem, bravura e determinação dela para seguir o Senhor.

7. Versículo 5. “Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que apascentam entre os lírios”. A mulher formosa que tem graça e beleza. Tem peito bem formado que pode alimentar seus filhos e dão prazer.

8. Versículos 6-7. A beleza, graça e caráter da noiva estão confirmados.

A Noiva é um jardim fechado. Versículos 4:8-5:1.

1. Versículo 8. Líbano, Amaná, Senir e Hermom. Líbano significa branco ou incenso. Fala da pureza da noiva. Amana significa intregridade ou verdade. Ele tem isso. Senir significa lanterna ou luz. A igreja reflete a luz do Salvador no mundo. Hermom significa anátema, amaldiçoado ou devotado à destruição. A igreja do Senhor Jesus Cristo condena a heresia e o pecado pela Palavra de Deus.

2. Versículos 9-11. O noivo ama a noiva de todo o coração.

3. Versículos 4:12-5:1. O Jardim Fechado. A noiva (a igreja fiel de Cristo) está descrita em seis maneiras diferentes. Jardim Fechado, Manancial Fechado, Fonte Selada, Fonte dos Jardins, Poço das Águas Vivas que correm do Líbano. Tudo isso fala essencialmente da mesma coisa – a igreja deve ser uma fonte de pregar a verdade da Palavra de Deus.

Capítulo 5. A Confissão da Noiva de Negligência.

1. Versículo 2. A noiva dorme, mas diz o coração está acordado. Então, está meio dormindo e meio acordado. Está negligenciando. Apocalipse 3:20.

2. Versículos 3-5. A noiva faz desculpas. Ela quer servir no seu tempo. Condena-se porque ouviu a voz dele e fez nada. Ela está satisfeita para ficar na cama.

3. Versículos 6-8. O noivo retirou-se. A noiva está corrigida e perseguida.

4. Versículo 5:9-6:3. A noiva confessa a excelência do seu noivo. Note a pergunta feita no v. 9 pelas filhas de Jerusalém e a resposta.

Capítulo 6. O noivo descreve a noiva.

1. Versículos 4-7. A beleza da noiva.

2. Versículos 8-9. A distinção da noiva.

3. Versículo 10. A glória da noiva.

4. Versículos 11-13. A vitória final da noiva.

Capítulo 7. A glória e beleza da noiva no ministério do Evangelho.

Observe que isto vem depois que ela se levantou da sua cama de fazer nada e buscou o Senhor.

1. Versículo 1. A igreja está mais gloriosa e bonita quando está fiel na obra de glorificar Jesus Cristo pela pregação. Observe os sapatos dela. Romanos 10:15. Efésios 6:15. Isaías 52:7.

2. Versículo 1. Ela é a filha do príncipe. Ela é da família de Deus, a filha do príncipe e a noiva do rei. Ela está mandada pelo rei com a mensagem dele.

3. Versículo 1. Contornos falam da sua força, persistência e perseverança na obra de Deus, que é a obra criada e organizada pelo artista divino.

4. Versículo 2. Umbigo. Salmo 23:5. Provérbios 3:8. É comparado a um cálice que não falta bebida. Isso quer dizer que não falta a sabedoria de Deus?

5. Versículo 2. Ventre. A fonte da nutrição do corpo todo. É o vigor bonito dela na obra de Deus.

6. Versículo 3. Seios. Ela tem a condição de alimentar os seus filhos.

7. Versículo 4. Pescoço. Fala da batalha contra os inimigos. O pescoço fala do valor, força, pureza, preciosidade, fortaleza e invencibilidade dela.

8. Versículo 4. Olhos. Ela tem uma visão clara do mundo e das coisas de Deus. Ela vai pela estrada do mundo para pregar o Evangelho com lágrimas e compaixão.

9. Versículo 4. Nariz. Isaías 50:7. A determinação valente e corajosa dela em enfrentar os seus inimigos sem medo nem retirada.

10. Versículo 5. Carmelo significa carmesim, ceifa e cordeiro. Ela prega a salvação através do cordeiro que tira o pecado. Assim vem a ceifa.

11. Versículo 5. Cabelos. Ela é submissa (cabelo) ao seu marido e rei (púrpura).

12. Versículos 6-9. O rei olha para ela encantado por sua beleza e diz as seguintes palavras. Palmeira – beleza, sombra, refresco, água no deserto, fruta, adoração (I Reis 6:29-35), vitória e gozo (João 12:13) virá a Jerusalém depois da vitória. Seios – dá alimentação aos filhos e beleza a ela. Graça por meio do sangue. Nariz – sua respiração é agradável, porque respira vida. Gênesis 2:7. Boca – fala de Cristo, é suave e dá vida aos mortos.

13. Versículos 10-13. A noiva responde em amor. Ela tem certeza, segurança e esperança no seu amor. Ela tem desejo para estar com ele em comunhão, produzir fruto, cuidar do crescimento e provar o seu amor pelo fruto dado.

Capítulo 8. O amor é forte como a morte.

1. Versículos 1-4. A ansiedade da noiva. No v .1 ela deseja mais intimidade com ele, deseja beijá-lo. Romanos 8:16-17. Hebreus 2:11-12. No v. 2 ela promete cultivar esta intimidade amorosa e alegria preciosa com ele. No v. 3 ela expressa seu desejo para estar no abraço dele. No v. 4 ela diz para não acordar o seu amado até que queira. Quais são as filhas de Jerusalém? Israel? Romanos 11:26-27.

2. Versículo 5. A noiva sobe do deserto. Este mundo é um deserto espiritualmente. Isaías 40:3. Mateus 3:3. Porque este mundo está sem Jesus e por isso vazio e desolado. O fato que ela sobe do deserto fala simbolicamente do arrebatamento? I Tessalonicenses 4: 4:16-17. Ela sobe encostada ao amado.

3. Versículos 6-7. O selo do noivo. A promessa e desejo do amor dele para sempre. O amor dele por ela é imutável.

4. Versículos 8-9. A irmã pequena da noiva. Israel que foi deixado deserto por enquanto (Mateus 23:38), um dia será salvo por Cristo. Romanos 11:25-27. O muro fala da proteção. A prata fala da redenção. As tábuas de cedro falam da segurança.

5. Versículos 10-14. Está vigiando e zelando pela vinda do noivo. No v. 10 ela é um muro - protegida para ser uma bênção até que venha. No v. 10 os seios dela dão alimentação – por isso ela é abençoada por ele. No v. 11 a noiva é o guarda das vinhas do noivo (a igreja do trabalho de Jesus Cristo). Nos v. 11-12 ele providencia tudo necessário para a obra dela e exige dos seus frutos. No v. 13 é a obrigação dela de ouvir a sua voz no jardim para a obediência. No v. 14 é a súplica dela para a volta do seu amado.

4/29/2011

Isaias

Isaías era filho de Amoz. O Talmude afirma que Amoz, pai de Isaías era irmão do rei Uzias. Isaías profetizou durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (1.1). O nome Isaías significa “o Senhor salva”. O profeta era da mesma época de Amós, de Oséias e de Miquéias, e começou seu ministério em 740 a.C., ano em que morreu o rei Uzias (6).

Teria nascido por volta de 760 e vivido pelo menos até 681 a.C. De família nobre de Judá, Isaías era casado, e tinha no mínimo dois filhos: Sear-Jasube (7.3) e Maer-Shalai-Hash-Baz (8.3). É provável que tenha passado a maior parte de sua vida em Jerusalém, exercendo maior influência no reinado de Ezequias (37.1-20). A Isaías também é atribuído a composição da história do reinado de Uzias (2 Cr 26-22). Segundo uma tradição judaica Isaías foi serrado ao meio pelo rei iníquo Manassés.


viveu no turbulento período assírio, presenciando o cativeiro do seu povo. Ambos os reinos (Norte/Israel e Sul/Judá), haviam experimentado poder e prosperidade. Israel governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância, haviam aderido ao culto pagão; Judá, no período de Uzias, Jotão e Ezequias permaneceram em conformidade com a aliança mosaica, porém gradualmente, o rigor foi diminuindo causando um sério declínio moral e espiritual (3.8-26). Lugares secretos de culto pagão passaram a ser tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e falsos profetas buscavam agradar os homens (5.7-12, 18-23; 22.12-14). Tudo isso deixava claro e patente aos olhos do profeta Isaías que a aliança registrada por Moisés em Deuteronômio 30.11-20, havia sido inteiramente violada, portanto a sentença divina estava proferida, o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá, assim como era para Israel.


advertiu Judá de que seus pecados levariam a nação ao cativeiro babilônico. A visita dos enviados do rei da Babilônia a Ezequias armou o cenário para essa predição (39.1-6). Embora a queda de Jerusalém só viesse a ocorrer em 586 a.C., Isaías toma por certo a derrota de Judá e passa a predizer a volta do povo do cativeiro (40.2-3). Deus redimiria seu povo da Babilônia assim como redimiu do Egito. Isaías prediz a ascensão de Ciro, o persa, que uniria os medos e os persas e conquistaria a Babilônia (45.1).

Dois acontecimentos importantes servem de foco para os capítulos 1-39:

1. A invasão de Israel pelo rei assírio Tiglate-Pileser III serve de pano de fundo para os capítulos 7-12. Essa foi a reação militar de Damasco (capital de Arã) e do Reino do Norte, Israel, contra o Reino do Sul, Judá. O motivo da agressão (a guerra siro-eframita, 735-732 a.C.), não é mencionada no texto. Contudo, é evidente que a ação foi considerada uma ameaça real contra a sobrevivência da monarquia davídica. A resposta de Acaz, rei de Judá, foi convocar a Assíria para manter a ordem na região, convite aceito por Tiglate-Pileser. Conseqüentemente, Damasco foi conquistada, seu povo deportado e toda a terra de Arã incorporada ao Império Assírio (732 a.C.). Partes do reino do Norte foram anexadas, e um novo rei colocado no trono. Vários anos depois, Israel rebelou-se novamente e foi totalmente dominada pelo Império Assírio, com a destruição da capital Samaria em 721. Esses acontecimentos, contudo, recebem pouca atenção no livro de Isaías.

2. A invasão de Judá pelo rei assírio Senaqueribe, em 701, resultou no envolvimento de Ezequias na coligação antiassíria. Isso causou a destruição de várias cidades fortificadas de Judá e, finalmente, o cerco de Jerusalém. Ao contrário do pai, Acaz, Ezequias confiou no socorro do Senhor, e o exercito assírio foi destruído.

Era um tempo de medo e incerteza política. Os assírios aterrorizavam a população do Antigo Oriente Médio com um programa agressivo de dominação. O país podia optar por ser vassalo, pagando um tributo anual e fornecendo tropas auxiliares aos assírios. Mas ao menor sinal de deslealdade resultava em reduções territoriais e maior controle assírio do governo, sem mencionar a cobrança mais pesada de impostos. Por trás de tudo isso havia a ameaça de deportação, com a perda da independência política.

Isaías é visto como o maior profeta do Velho Testamento. O livro é uma coleção de adágios proféticos e oráculos de Isaías, a voz profética predominante na turbulenta segunda metade do século VIII a.C. (740-700). Aqui se encontra parte da literatura hebraica por demais valiosa e conhecida por apresentação direta de fidedignidade e poder soberano do Deus de Israel. Muitas passagens do seu livro estão entre as mais formosas da literatura. Alguns eruditos modernos têm estudado sua profecia poética do mesmo modo que um botânico estuda as flores, examinando-as e analisando-as.

O uso deste método de estudo tem feito com que a beleza e a unidade do livro como as de uma rosa fiquem quase esquecidas, à medida que as diferentes partes são divididas a fim de serem examinadas. Aliás, a unidade de Isaías é tema de grande controvérsia. Pelo fato de o profeta ter vivido no século VIII a.C., alguns estudiosos têm dificuldade em aceitar que ele tenha identificado Ciro, o persa, nominalmente nos capítulos 44 e 45, pelo fato de Ciro ter entrado em cena apenas duzentos anos mais tarde. Mesmo para os que estão dispostos a aceitar o fenômeno sobrenatural da previsão do futuro, isso, muitas vezes, parece improvável quando comparado a outros oráculos.

No capítulo 44.28, Isaías escreveu: "Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado".

Em 45.1 "ASSIM diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão“.

O único outro exemplo no Antigo Testamento em que o nome da pessoa é dado antes de seu surgimento é a menção de Josias em 1 Reis 13.2 “E ele clamou contra o altar por ordem do SENHOR, e disse: Altar, altar! Assim diz o SENHOR: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que sobre ti queimam incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti”.


Mesmo por meio de uma leitura descontraída de Isaías, podemos detectar uma grande mudança no capítulo 40. O estilo se torna mais poético e teórico. O tom se torna conciliatório em vez de condenador. Os oráculos de acusação e juízo, que compunham a maior parte dos primeiros 39 capítulos se tornam bem mais raros. A situação histórica parece ter mudado dramaticamente. O povo mencionado está no exílio, não na Judá do século VIII. À luz de tais observações, pode-se entender facilmente por que alguns eruditos não conseguem atribuir o livro inteiro a um único autor do século VIII.

É comum os estudiosos insistirem na existência de pelo menos dois autores diferentes para o livro, separados por no mínimo 150 anos. Normalmente fazem referência a um "deutero-Isaías" hipotético e, muitas vezes até três autores nos capítulos 40 a 66, que teriam escrito nos séculos VI e V a.C.

Mas apesar de muitos estudiosos duvidarem que Isaías tenha sido o autor de todo o livro que leva seu nome, sómente o nome dele está vinculado à obra. O argumento mais forte a favor da unidade do livro de Isaías é a expressão “o Santo de Israel” como título de Deus que ocorre 12 vezes nos capítulos de 1 a 39 e 14 vezes nos capítulos 40 a 66. Fora de Isaías, aparece apenas 6 vezes no Antigo Testamento. Existem outros paralelos verbais notáveis entre os capítulos 1 a 39 e os capítulos de 40 a 66.

O testemunho do livro em si certamente insiste na realidade da profecia sobrenatural voltada para o futuro. A justificação da soberania divina em Isaías 40 a 48 se baseia na capacidade do Senhor de prever o que fará e desafiar os ídolos a fazerem o mesmo. Portanto o foco no futuro que permeia essa parte não pode ser facilmente neutralizado. A menção de Ciro se dá no ápice de uma composição poética muito bem estruturada (44.24-28) e não pode ser ingenuamente eliminada como se fosse algo supérfluo. Além disso a evidência de que o livro de Reis, concluído até a metade do exílio, usou o livro completo de Isaías como fonte favorece a data pré-exílica para a composição do livro do profeta.

Para quem não aceita as afirmações de Jesus como referências literárias, ou declarações de autoria, o Novo Testamento reivindica que Isaías seja considerado o profeta desses oráculos para Israel, pois é, no mínimo, considerado sua fonte. Isso não implica que Isaías os tenha registrado, mas indica que a composição representa fielmente o que ele declarou.

Tudo indica que ele escreveu seu livro durante os reinado de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, e a parte final do seu livro (capítulos 40 a 66) durante o reinado do tirano Manassés. Portanto, os acontecimentos históricos registrados em Isaías abrangem um período de mais ou menos 60 anos.

4/22/2011

Jeremias

Natural de Anatote, um pequeno vilarejo situado cerca de 6 quilômetros ao norte de Jerusalém, Jeremias era de família sacerdotal (1.1) e foi comissionado pelo Senhor ainda no ventre materno: "antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações" (1.5). Muito provavelmente tenha nascido em uma data próxima à de Josias, por volta do ano 646 a.C. Atuou por quatro décadas, aproximadamente no período de 627 a 587 a.C.
Apelidado de "O profeta chorão" por seus escritos marcados por um tom de tristeza e queixumes, não pessoal, mas pelo seu povo, acabou escrevendo também um livro com suas Lamentações. Possuía um coração extremamente sensível, o que faz com que, em seu livro, expressões de amor e sofrimento atingem, por vezes, sejam muito vivas. Sentimentos como a ternura de Deus para com o seu povo e a mágoa de se ver por ele incompreendido, o esmagamento do profeta ante a ruína moral e política de sua amada nação, as alegrias pela reconciliação e o feliz reflorir fazem vibrar as cordas íntimas do seu coração.
O ambiente político daquela época foi marcado por grandes conflitos, uma vez que grandes potências se encontravam em plena disputa pelo poder. Em 722 a.C. tropas Assírias haviam invadido Samaria, a capital de Israel (reino do Norte), apagando definitivamente do mapa esse reino e deportando seus habitantes para as regiões da Mesopotâmia (2Reis 17.6). Para afirmar seu poderio sobre a região, Senaqueribe fez também incursões contra o reino de Judá (Sul), a esta época sob o governo do rei Ezequias. Este se submete aos assírios e livra seu reino de um final semelhante ao do vizinho Israel, ficando, entretanto, sujeito a pesados impostos (2Reis 18.13-14).
Após a morte de Sargão II, a Assíria, que havia fixado os seus domínios nos dois séculos anteriores, se vê enfraquecida por causa de disputas internas pelo poder, da insatisfação crescente entre os povos dominados pelos altos tributos que lhes eram cobrados pelo império, e ainda, por inimigos externos, como os líbios, ao sul, e os indo-arianos, ao norte. Com a morte de Assurbanipal, o império assírio começou a ruir, até que em 612 a.C. a grande Nínive foi destruída pelos babilônios.
No plano religioso as coisas também não iam bem em Israel. As reformas religiosas do rei Josias que tanto impacto causaram no início, com o passar do tempo, foram pouco a pouco sendo arrefecidas e o fervor religioso deu lugar à idolatria. Como escreve Antônio Nves de Mesquita, "a reforma promovida por Josias foi puramente superficial. O regresso à idolatria durante o reinado de Joaquim, e a deslavada maldade de Judá, segundo Jeremias 21 e 22.15-16, mostram isso".
A MENSAGEM
A mensagem de Jeremias, pregada durante um longo período, parece ter passado por alguns estágios distintos.
No primeiro, ele conclamou o povo a se arrepender de seus pecados para que não viessem a sofrer nas mãos da Babilônia (3.12).
O segundo estágio trata da punição de Judá por aquela nação. O tempo de arrependimento havia terminado e o castigo de Deus era agora inevitável (2.1-10).
Um terceiro estágio anunciava o propósito restaurador desse castigo. O exílio na Babilônia, segundo um Deus misericordioso, seria o caminho de vida (e de volta) para aqueles que aceitassem a punição (21.9; 24.4-7). É nesse contexto do último estágio que as promessas, as quais incluíam a esperança de uma nova aliança, surgem (31.31-34).
ESBOÇO DO LIVRO
1.1 - 19 Jeremias - Introdução
2.1 - 4.4 A acusação do Senhor contra o seu povo
2.1 - 8 Um amor abandonado
2.9 - 28 A acusação
2.29 - 37 Pode Judá voltar a Deus?
4.5 - 6.30 Figuras do juízo de Judá
4.5 - 31 O inimigo se aproxima
5.1 - 31 O castigo devido à falsidade de Judá
6.1 - 30 "Em vão continua o depurador"
7.1 - 8.3 Adoração e fé falsas
7.1 - 15 Um sermão no templo
7.16 - 29 Além da redenção
7.30 - 8.3 Abominações para o Senhor
8.4 - 10.25 O pranto pela apostasia de Sião
8.4 - 22 Nenhum arrependimento verdadeiro
9.1 - 11 Um povo totalmente falso
9.12 - 26 Lamento pelo povo que tem de sofrer
10.1 - 25 Ninguém é semelhante ao Senhor
11.1 - 13.27 A quebra da aliança
11.1 - 17 Jeremias expõe a rebeldia do povo
11.18 - 12.6 "Confissões"
12.7 - 13 Deus e sua "casa"
12.14 - 17 Um plano para as nações
13.1 - 27 Sinais do juízo
14.1 - 15.21 Fome, espada e peste
14.1 - 10 A seca
14.11 - 22 Tarde demais para orações
15.1 - 9 Tarde demais para compaixão
15.10 - 21 Uma confissão - e a resposta amorosa de Deus
16.1 - 17.27 Figuras do exílio e da salvação
16.1 - 21 Exílio prenunciado
17.1 - 13 Confiança nos recursos humanos - confiança no Senhor
17.14 - 18 Uma confissão
17.19 - 27 Guardando o sábado
18.1 - 19.13 Dois vasos quebrados e uma confissão
18.1 - 18 Um vaso quebrado e refeito
18.19 - 23 Uma confissão
19.1 - 13 Um vaso quebrado não pode ser refeito
19.14 - 20.18 Jeremias amaldiçoa o dia em que nasceu
19.14 - 20.6 Jeremias no templo
20.7 - 18 Uma última confissão
21.1 - 24.10 Salvação somente por meio do exílio
21.1 - 14 Nenhum livramento da Babilônia
22.1 - 30 Reis indignos
23.1 - 8 Um novo rei davídico
23.9 - 40 Sobre os falsos profetas
24.1 - 10 Dois cestos de figo
25.1 - 38 Deus julga todas as nações
25.1 - 14 O período babilônico
25.15 - 38 O cálice da ira de Deus
26.1 - 29.32 Jeremias se torna um profeta da salvação
26.1 - 24 Jeremias por pouco não escapa da morte
27.1 - 22 Servi a Nabucodonosor!
28.1 - 17 A mensagem de Jeremias mostra-se correta
29.1 - 14 "Edificai casas na Babilônia"
29.15 - 32 Profetas na Babilônia
30.1 - 33.26 A promessa de uma nova aliança
30.1 - 24 A saúde é restaurada
31.1 - 26 O retorno do remanescente
31.27 - 40 A nova aliança
32.1 - 15 Jeremias compra um campo
32.16 - 44 Acaso há alguma coisa difícil demais para o Senhor?
33.1 - 13 A voz de júbilo e de alegria
33.14 - 26 Uma aliança eterna
34.1 - 36.32 Resistência à mensagem de Jeremias
34.1 - 22 Perdão para os escravos
35.1 - 19 Os recabitas fiéis
36.1 - 32 Jeoaquim rejeita as palavras de Jeremias
37.1 - 39.18 Os últimos dias de Judá
37.1 - 10 Ajuda do Egito?
37.11 - 21 A prisão de Jeremias
38.1 - 13 Jeremias é atirado numa cisterna
38.14 - 28 A última audiência com Zedequias
39.1 - 18 A queda de Jerusalém
40.1 - 45.4 O remanescente do povo foge para o Egito
40.1 - 12 Gedalias como governador
40.13 - 41.18 O assassinato de Gedalias
42.1 - 21 "Não entreis no Egito"
43.1 - 13 Ao Egito
44.1 - 14 O apelo final
44.15 - 30 "Não te obedeceremos a ti"
45.1 - 5 Uma palavra para Baruque
46.1 - 51.64 Profecias contra as nações
46.1 - 28 Contra o Egito
47.1 - 7 Contra os filisteus
48.1 - 47 Contra Moabe
49.1 - 39 Profecias mais curtas
50.1 - 51.64 Contra a Babilônia
O profeta paga um preço por ser fiel à mensagem que recebe da parte de Deus. Muitas vezes este preço é mesmo alto: "Assim pegaram Jeremias e o jogaram na cisterna de Malquias, filho do rei, a qual ficava no pátio da guarda. Baixaram Jeremias por meio de cordas para dentro da cisterna. Não havia água na cisterna, mas somente lama; e Jeremias afundou na lama" (Jeremias 38.6).
Esse texto mexe com o meu coração. Por que um profeta fiel ao Senhor precisou sofrer tanto? Depois de ficar muitos dias preso na casa do calabouço (37.16), Jeremias recebe um castigo ainda pior: é lançado num poço escuro e cheio de lama. Mas antes de ser lançado ali, ele faz a seguinte pergunta ao rei Zedequias: "Que crime cometi contra você ou contra os seus conselheiros ou contra este povo para que você me mandasse para prisão?" (Jeremias 37.18). Seu crime foi dizer a verdade. Todos somos profetas onde Deus nos coloca. Quantos missionários (profetas) ao redor do mundo pagam com a própria vida por assumirem um compromisso com verdade?
Talvez não sejamos lançados numa cova cheia de leões como Daniel, ou num poço cheio de lama como Jeremias, mas seja qual for a circunstância, Deus espera que sejamos fiéis. Lembro-me das palavras de Jesus em sua exortação à Igreja de Esmirna: "Não tenha medo do que você está prestes a sofrer. O Diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los, e vocês sofrerão perseguição durante dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida" (Apocalipse 2.10). Temos sido profetas onde Deus nos colocou?
O livro de Jeremias é repleto de narrativas e experiências extraordinárias vividas pelo profeta. Difícil escolher uma. Mas o texto que me sensibiliza é aquele que fala da sua visita à casa do oleiro: "Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade. Então o Senhor dirigiu-me a palavra: "Oh comunidade de Israel, será que eu não posso agir com vocês como fez o oleiro?, pergunta o Senhor. "Como barro nas mãos do oleiro assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel" (Jeremias 18.4-6).
O primeiro fato que chama a minha atenção é a maneira como Deus convoca Jeremias: "Vá à casa do oleiro e lá você ouvirá a minha mensagem" (Jeremias 18.2). Deus nos fala onde, como e quando ele quer. O primeiro passo é a obediência. Um segundo fato que chamou a minha atenção nesse texto, é que Deus age de muitas maneiras. Jeremias precisa aprender sobre o ofício do oleiro. Primeiramente, Deus lhe mostrou o que gostaria de fazer na sua vida e na vida do povo, para depois lhes dizer o que queria que fizessem.
Muitas vezes, queremos ouvir a voz de Deus a respeito de uma determinada situação antes mesmo de saber o que Deus quer de nós. O barro só pode ser moldado enquanto estiver fresco. Depois de endurecer, qualquer impacto acaba quebrando-o. A grande lição que aprendemos na visita de Jeremias à casa do oleiro, é que Deus quer nos moldar antes de nos punir. Se endurecemos, pagaremos o preço pela desobediência. Se nos deixamos moldar, seremos abençoados.
O capítulo final de Jeremias é como uma repetição de 2Reis 24.18-20 e 25.1-21, 25-30. Relata o estado de sítio e a captura de Jerusalém, a prisão do rei Zedequias e a reabilitação de Joaquim. Muitos comentaristas consideram esse capítulo uma adição ao livro, com o propósito de mostrar que as profecias de Jeremias se cumpriram. Jerusalém foi tomada e queimada, o rei Zedequias foi preso e seus filhos foram mortos como Jeremias profetizou.