4/09/2011

ezequiel 38:1 - 39:29

I. Deus Traria Gogue contra o Povo de Israel (38:1-16)
A. Esta profecia não cita a data, mas se enquadra bem na seqüência das profecias em termos
do seu conteúdo
1. Nos capítulos anteriores, Deus assegurou o povo de Israel que a nação seria
ressuscitada e restaurada à proteção divina, enquanto inimigos como os edomitas
seriam humilhados (capítulos 35-37)
2. Este trecho serve para reforçar a convicção de que Deus mudaria a sorte do seu povo
e lhe daria vitória contra os inimigos ímpios
B. A profecia refere-se a “Gogue, da terra de Magogue”
1. O nome “Gogue” aparece em três livros da Bíblia (11 versículos na RA2):
a. Ezequiel 38:2,3,14,16,18,21; 39:1,11,15
b. Apocalipse 20:8 – onde Gogue e Magogue (diferente de Gogue de Magogue em
Ezequiel) representam as nações mundanas
c. 1 Crônicas 5:4 menciona um rubenita chamado Gogue. Esta citação parece não
ter nada a ver com as outras
2. A origem do nome “Gogue” em Ezequiel tem sido discutida ao longo da história
a. Exemplos de explicações incluem Giges, rei da Lídia, e Gâgu, chefe de uma tribo
do norte da Assíria (Harris, Archer e Waltke, Dicionário Internacional de Teologia
do Antigo Testamento, 326)
b. Mesmo não sabendo a origem do nome, devemos observar as informações bíblicas
para compreender o significado simbólico de Gogue nesta profecia de Ezequiel.
Gogue e seus aliados representam os inimigos de Deus e de seu povo
3. Gogue é da terra de Magogue (38:2)
a. A palavra “Magogue” aparece 5 vezes na Bíblia (RA2):
i. Três vezes nas citações de Gogue acima mencionadas (Ezequiel 38:2; 39:6;56 Estudo do Livro de Ezequiel
Apocalipse 20:8)
ii. Duas vezes em relatos da genealogia de Jafé, filho de Noé (Gênesis 10:2; 1
Crônicas 1:5). Estas referências servem como a chave para compreender o
significado de “Gogue de Magogue”. Vamos examinar as evidências relevantes
quando chegamos aos nomes de outros lugares abaixo
b. A linguagem e os contextos das profecias de Ezequiel 38-39 e Apocalipse 20
sugerem que Gogue, nos dois casos, representa as forças dos povos ímpios. A
diferença na linguagem serve para nos alertar sobre o perigo de forçar uma
interpretação que trata os dois como sendo o mesmo personagem histórico. Não
temos evidências bíblicas suficientes para tentar provar que Gogue (em Ezequiel
ou no Apocalipse) representa uma pessoa específica e identificável
4. Gogue é descrito, também, como “príncipe de Rôs” (38:2)
a. “Príncipe”, algumas vezes em Ezequiel, refere-se a reis
b. “Rôs” pode identificar um lugar (desconhecido por nós), ou pode significar
“principal”, assim dizendo que Gogue era o príncipe mais elevado de Magogue
5. Gogue é identificado como príncipe de Meseque e Tubal. Este fato é um dos mais
importantes na identificação desta figura
a. Meseque e Tubal são mencionados várias vezes no Antigo Testamento
i. Tubal aparece oito vezes ao todo, sete delas com Meseque no mesmo
versículo:
a) Três vezes nestes dois capítulos de Ezequiel (38:2,3; 39:1)
b) Duas vezes em listas da genealogia de Jafé (Gênesis 10:2; 1 Crônicas 1:5)
c) As outras duas vezes foram citações de nações gentias em outros capítulos
de Ezequiel (27:13; 32:26)
ii. Tubal é mencionado (sem citar Meseque) em Isaías 66:19 para representar um
povo gentio muito distante de Israel
iii. Meseque é mencionado (sem citar Tubal) em dois versículos:
a) 1 Crônicas 1:17 traz este nome como um dos filhos de Sem, obviamente
não o mesmo Meseque de Ezequiel
b) Salmo 120:5 menciona Meseque como lugar de peregrinação distante da
terra de Israel
b. Alguns estudiosos identificam Meseque com um reino da Ásia menor que caiu aos
assírios por volta de 709 a.C.
c. Tubal tem sido identificado por alguns como outro reino da Ásia menor, aliado de
Meseque
C. Gogue lideraria uma aliança de nações gentias de várias regiões numa ameaça contra o
povo de Israel restaurado (38:4-16)
1. Os nomes de quase todos os aliados de Gogue vêm das listas dos descendentes de
Cam e Jafé em Gênesis 10
a. Filhos de Cam
i. Etiópia, ou Cuxe (38:5; Gênesis 10:6)
ii. Pute, ou Líbia (38:5; Gênesis 10:6)
iii. Sabá (38:13; Gênesis 10:7)
iv. Dedã (38:13; Gênesis 10:7)
b. Filhos de Jafé
i. Gômer (38:6; Gênesis 10:2-3)
ii. Togarma (38:6; Gênesis 10:3)
iii. Társis (38:13; Gênesis 10:4)
2. Os persas (38:5) não aparecem na genealogia de Gênesis 10, mas iam ganhar força
como poder gentio nas décadas depois da profecia de EzequielO Atalaia de Israel 57
3. O exército de Gogue foi reunido de várias regiões antes de invadir a terra do lado do
Norte. Este fato reforça o entendimento que esta aliança represente as nações gentias
em geral, semelhante às nações dos quatro cantos da terra (Apocalipse 20:8)
4. “No fim dos anos”, este exército invadiria a terra do povo restaurado de Israel (38:8-
9). Sabemos que a época do início do reino de Cristo foi identificada como “os
últimos dias” (Atos 2:17)
D. Num sentido, Deus estava trazendo este exército dos gentios contra Israel. Ao mesmo
tempo, as nações foram responsáveis por preparar seus planos maus na tentativa de
dominar o povo de Deus num momento que este povo parecia fraco e sem defesa (38:10-
16)
1. Estes poderes do mundo, esquecendo da soberania e onipotência de Deus,
planejariam seu assalto contra Israel (38:10-12,14-16)
2. Outras nações, não necessariamente envolvidas ativamente no ataque, buscariam
vantagem em subir para tomar os despojos (38:13-13)
II. Deus Julga Gogue (38:17 - 39:29)
A. Os maus desígnios de Gogue enfrentariam o poder e domínio do Senhor (38:17-23)
1. O comentário sobre profecias anteriores (38:17) pode incluir as palavras de profetas
como Isaías, Jeremias, Daniel e outros que profetizaram da justiça de Deus contra as
nações
2. Deus responderia à ameaça de Gogue com um ataque que demonstraria a glória e o
poder do Senhor sobre os mais fortes dos homens (38:18-23)
a. Deus usaria estes povos para eliminar uns aos outros (38:21b)
b. A justiça de Deus seria severa, mostrando claramente a todas as nações sua
posição exaltada (38:22-23)
B. A severidade deste castigo é enfatizada pela descrição do trabalho de limpeza que seria
feito depois da batalha (39:1-20)
1. Aves de rapina e animais do campo fariam um grande banquete comendo a refeição
sacrificial preparada por Deus – a carne de Gogue e seus aliados (39:1-8,17-20)
2. As armas dos exércitos vencidos seriam suficientes para servir como lenha para a
nação de Israel durante sete anos (39:9-10)
3. A nação inteira teria que dedicar sete meses ao trabalho de enterrar os corpos dos
soldados dos inimigos (39:11-16)
C. O resultado deste processo todo – o exílio de Israel e a sua restauração e proteção – seria
a glória de Deus diante do próprio povo e diante das nações (39:21-24)
1. Se os acontecimentos das profecias de Ezequiel terminassem com a destruição total
de Israel, ou mesmo se deixassem este povo sofrer o mesmo destino de outras nações,
daria a impressão de que o povo escolhido não tivesse a proteção de Deus
a. Esta consideração já preservou a nação em outros momentos (veja o refrão de
Deus “O que fiz, porém, foi por amor do meu nome” em 20:9,14,22)
b. A mesma consideração motivou o Senhor a castigar severamente o povo de Israel
no cativeiro para que esta nação saísse do exílio como um povo purificado e
novamente dedicado a Deus
2. Perguntas difíceis sobre a justiça de Deus (cf. Habacuque 1:13; Ezequiel 33:17,20)
seriam claramente respondidas quando o Senhor mostrasse a sua justiça contra as
nações
D. Israel restaurado teria a proteção de Deus (39:25-29)
1. Israel aprenderia a lição por meio do castigo, e o nome de Deus seria glorificado
(39:25-27)
2. Este povo teria a grande bênção de acesso a Deus, a verdadeira comunhão com o58 Estudo do Livro de Ezequiel
Senhor (39:28-29). O comentário sobre o derramamento do Espírito de Deus (39:29)
ajuda a identificar o cumprimento destas profecias no reino messiânico (cf. Joel 2:28 -
3:21; Atos 2:16-21)
A Segunda Parte: Considerando Interpretações Contraditórias
I. Por que Tantas Diferenças?
A. Os livros proféticos têm sido negligenciados nos estudos de muitos cristãos e, por isso, ser
tornam campo fértil para especulações e interpretações contraditórias
1. Sempre no estudo das Escrituras, devemos considerar questões de contexto, estilo de
linguagem, etc., para compreender o texto
2. Uma abordagem adequada exige estudo cuidadoso e dedicado. Na ausência desta
dedicação, muitas pessoas se tornam presa fácil para os sensacionalistas
3. As observações do resto desta lição servem para introduzir alguns pontos polêmicos
e para oferecer uma orientação para o estudo de trechos como estes capítulos de
Ezequiel. Esta lição não é um estudo completo de assuntos escatológicos!
B. Algumas palavras importantes neste estudo
1. Escatologia: “1. Doutrina sobre a consumação do tempo e da história. 2. Tratado
sobre os fins últimos do homem” (Dicionário Aurélio Século XXI)
2. Milenarismo: A doutrina de um reino literal e terrestre durante um período de mil anos
como parte essencial da consumação da história
a. Pré-milenarismo: A forma mais difundida da doutrina milenar nos dias atuais. Esta
doutrina afirma que Jesus voltará à Terra antes do milênio, e que reinará na Terra,
no trono literal de Davi, durante mil anos. Pré-milenarismo dispensacionalista, uma
forma desta doutrina popularizada em algumas Bíblias de estudo (por exemplo:
Schofield e Ryrie), divide a história do homem em sete períodos, ou dispensações,
e afirma que estamos no final da sexta dispensação, o período da graça. Conforme
esta interpretação, ainda resta o sétimo período, o reino de Cristo na Terra por mil
anos. Esta doutrina domina em muitas igrejas hoje
b. Pós-milenarismo: Este ensinamento afirma que haverá um período de mil anos de
paz na Terra, e que Jesus voltará somente depois deste milênio
c. Amilenarismo: O ensinamento de que a segunda vinda de Jesus não envolve
nenhum reino milenar literal na terra – nem antes nem depois da volta do Senhor
C. Algumas observações sobre o pré-milenarismo
1. Os pré-milenaristas geralmente insistem em interpretações literais das profecias
bíblicas: mil anos são mil anos, o trono de Davi é o trono de Davi, Jerusalém é a
cidade terrestre com este nome, Israel é o povo físico descendente de Abraão, o
templo é um prédio material, etc.
2. Um resumo da doutrina pré-milenarista: Em geral, os pré-milenaristas afirmam que a
nação judaica será restaurada e que possuirá a terra que ocupava no Antigo
Testamento. Jesus voltará, e Satanás será preso durante mil anos (Apocalipse 20:2).
Este tempo será de um reino de paz e justiça sobre a terra. Os justos serão
ressuscitados antes do milênio e participarão das bênçãos deste reino terrestre. Os
ímpios serão ressuscitados somente após o milênio, quando serão julgados e passarão
para seu estado eterno de condenação
3. Pré-milenarismo interpreta acontecimentos históricos e até procura influenciar
questões políticas desta perspectiva. Israel precisa ser protegido como território dos
judeus. Qualquer personagem poderoso mas não popular (Hitler, Bush, Putin, etc.)
pode ser o anticristo. Tendências de a Rússia voltar para uma posição de maior poder
levantam especulações sobre uma batalha chamada ArmagedomO Atalaia de Israel 59
4. Enquanto reconhecemos muitas diferenças entre as várias versões da doutrina pré-
milenarista (não devemos imaginar que todos os pré-milenaristas interpretam todos
os textos bíblicos da mesma maneira), podemos resumir a doutrina com esta
cronologia:
II. Pré-milenarismo Enfrenta Dificuldades em Ezequiel 38 e 39
A. Os pré-milenaristas geralmente consideram estes dois capítulos importantes. Esperam uma
batalha literal no futuro conforme a descrição deste texto
1. Tratam os nomes dos lugares com grande interesse, freqüentemente sugerindo que
Rôs é a Rússia, Meseque é Moscou, Tubal é um rio na Rússia, ou talvez a cidade russa
de Tobolsk, Persa é Irã, etc.
2. Dizem que Deus literalmente chamará os exércitos do Norte (Rússia, etc.) e de outras
nações (Etiópia, Líbia, Irã, etc.) para uma grande batalha na Palestina, na qual ele
destruirá totalmente os exércitos destas nações ímpias
3. Alguns pré-milenaristas dizem que esta invasão pelos russos acontecerá durante o
período da Grande Tribulação
4. Outros dizem que a invasão e a derrota destas nações acontecerão depois da
Tribulação, quando Jesus estará na Terra para estabelecer seu reino terrestre. Dizem
que a paz em Israel, descrita em Ezequiel 38:11-12, faz parte do reino pacífico de Davi,
ou seja, do Messias (cf. 34:23-26; 37:22-28)
B. Os pré-milenaristas tratam Ezequiel 38 e 39 com um literalismo parecido com a escolha
de uma pessoa que come num restaurante estilo “por quilo”. Insistem que algumas partes
são literais, e deixam as partes que não se enquadram na teoria como simbólicas.
Considere alguns exemplos desta abordagem incoerente:
1. Geralmente dizem que profecias sobre Armagedom (e eles interpretam Ezequiel 39
desta maneira) serão cumpridas em guerras terríveis envolvendo armas nucleares e
outras invenções modernas de guerra. Às vezes, enxergam tanques e helicópteros nas
profecias bíblicas
2. Mas uma interpretação literal consistente excluiria armas modernas de guerra. O texto
fala de:
a. Cavalos e cavaleiros (38:4)60 Estudo do Livro de Ezequiel
b. Paveses, escudos, espadas, capacetes, arcos e flechas, bastões de mão e lanças
(38:4-5; 39:9-10)
c. As armas seriam queimadas como lenha, fornecendo toda a lenha que a nação
precisaria durante sete anos
3. A interpretação literal não se ajusta à situação de Israel moderno
a. O inimigo olha para esta terra como uma terra sem defesa, de cidades sem muros
(38:11-13)
b. Mas Israel atualmente é um dos países mais fortes do mundo, em termos de defesa
militar, sempre preparado para qualquer agressão contra seu povo ou território
4. O literalismo enfrenta problemas, também, na descrição do enterro dos corpos dos
soldados do exército de Gogue (39:11-16). O texto diz que a nação inteira seria
empregada no enterro durante sete meses. As estatísticas publicadas pelo governo de
Israel mostram uma população de mais de 7 milhões, com mais de 5,5 milhões de
judeus. Se calcular que apenas 3 milhões de judeus iam sepultar uma média de 3
pessoas por dia por trabalhador, já teria quase 2 bilhões de corpos para enterrar no
pequeno território de Israel. E se usassem máquinas para enterrar uma média de 10
por dia por trabalhador, este número sobe a mais de 6 bilhões de corpos! Será que a
interpretação literal faz sentido?
5. Mais um exemplo do problema de uma interpretação literal. Os pré-milenaristas
normalmente dizem que a batalha de Ezequiel 38 acontecerá durante a Grande
Tribulação, ou na vinda de Jesus para iniciar seu reino de mil anos. Assim, Gogue seria
literalmente destruído e seu exército aniquilado antes do milênio. Com esta abordagem
literal, como podemos explicar a presença de Gogue depois do milênio em Apocalipse
20:7-8?
III. Por que Rejeitar a Interpretação Literal destas Profecias?
A. A interpretação literal nos atrai, pois parece ser uma abordagem fiel de confiança nas
Escrituras como a palavra de Deus
B. Simbolismo e expressões figuradas fazem parte da comunicação humana
1. Deus nos criou com a capacidade de falar e ouvir (considere a comunicação verbal a
partir do dia da criação de Adão e Eva)
2. A linguagem humana inclui expressões figuradas e simbólicas que são geralmente
compreendidas. Ninguém pensa em interpretações literais de expressões como “abrir
o coração”, “comprar gato por lebre”, “dar o braço a torcer”, “estar com a pulga atrás
da orelha”, “o gato comeu a língua”, “cara de pau” ou “mão de vaca”
C. Deus revelou a sua vontade em palavras que os homens compreendem, e usou figuras e
símbolos. Exemplos: “Eu sou a porta das ovelhas” (João 10:7), “a semente é a
palavra” (Lucas 8:11), “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão
dispersas” (Mateus 26:31), e muitos outros
D. A linguagem de alguns trechos bíblicos obviamente emprega figuras e símbolos onde
cores, imagens e números representam idéias, e não coisas literais. Por exemplo, João
falou de 144.000 homens judeus virgens. Não devemos entender que são literalmente
144.000, ou somente homens, ou somente judeus, ou somente virgens. A idéia representa
o povo protegido por Deus. As pessoas que insistem numa interpretação literal distorcem
a mensagem de Deus
E. Palavras podem ganhar novas definições que mudam o entendimento de alguns trechos.
Por exemplo, no Novo Testamento a palavra Israel assumiu um sentido espiritual para
representar o povo de Deus, independente de descendência física de Abraão (João 8:39-
44; Romanos 2:28-29; Gálatas 3:29)
F. Limites encontrados na Bíblia freqüentemente negam a interpretação literal de algumasO Atalaia de Israel 61
profecias. Exemplos:
1. No começo e no fim do Apocalipse, Deus disse que o livro tratava de coisas que iam
acontecer em breve, perto do tempo que o livro foi escrito por João (Apocalipse 1:1,3;
22:6,10,12,20). Pessoas que aguardam um cumprimento literal ainda no futuro negam
as palavras do Senhor
2. Jesus disse que as profecias sobre ele no Antigo Testamento foram cumpridas na
época da sua primeira vinda ao mundo (Lucas 24:25-26,44-48). Quem teria direito de
afirmar que profecias como as de Ezequiel ainda não foram cumpridas?
IV. Conceitos Espirituais Apresentados em Termos Físicos e Materiais
A. Muitas dificuldades no entendimento de profecias como Ezequiel 38 e 39 podem ser
resolvidas por lembrar que a mensagem de Deus foi apresentada em termos humanos para
pessoas de capacidade limitada
B. Conceitos espirituais freqüentemente vão além da capacidade do homem. Ezequiel, Daniel
e João tiveram dificuldade em entender as mensagens que Deus lhes revelou. Os
apóstolos, muitas vezes, não compreenderam as parábolas de Jesus
C. Deus freqüentemente apresenta verdades espirituais em termos que nós podemos
compreender no contexto da nossa experiência nesta vida. Por exemplo:
1. Batalhas de grandes exércitos podem ser batalhas espirituais (2 Coríntios 10:3-6)
2. Templos podem ser os corpos de indivíduos (1 Coríntios 6:19-20) ou grupos, como
a igreja (1 Coríntios 3:16-17)
3. “Choro e ranger de dentes” (Mateus 25:30) pode descrever uma agonia além da
imaginação dos nossos piores pesadelos
4. O fim da morte, tristeza e lágrimas (Apocalipse 21:4) pode representar uma paz
espiritual além da compreensão do homem carnal
Conclusão: Nosso estudo de Ezequiel 38 e 39 não responde a todas as perguntas e objeções que
podem surgir, mas serve para desafiar cada leitor a examinar o texto e o contexto para
compreender o que Deus disse, e para evitar os erros de especulações humanas que fogem da
palavra de Deus. Apesar das dificuldades de interpretação, livros como Ezequiel nos oferecem um
vislumbre de alguns aspectos do caráter e do poder de Deus, da sua vitória sobre o mal, e da sua
proteção dos fiéis. Vale a pena superar os desafios para apreciar mais a grandeza do nosso Deus!

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