10/01/2008

1 Coríntios 16:1-24

Ao concluir 1 Coríntios, Paulo deu várias instruções. Coleta (16:1-4). Muitos textos relatam a coleta que Paulo dirigiu para os cristãos pobres de Jerusalém (2 Coríntios 8-9; Romanos 15:22-33; Atos 24:17). Esta coleta ilustra princípios importantes: ŒO Novo Testamento é um projeto para todas as igrejas. As diretrizes que Paulo tinha dado às igrejas da Galácia e mais tarde daria às igrejas da Macedônia (2 Coríntios 8:1-5) eram as mesmas que ele estava dando a Corinto. Havia uniformidade de doutrina e prática entre os irmãos primitivos (1 Coríntios 4:17) que era um reflexo da unidade do próprio Deus (Efésios 4:4-6).  A doação deveria ser semanal. Paulo acertou o domingo como o dia em que os cristãos devem contribuir para a caixa comum. Ž A contribuição deve ser de acordo com a prosperidade da pessoa. O Novo Testamento não tem nenhuma declaração da quantidade exata ou porcentagem a ser dada. Quanto mais prosperamos por Deus, tanto mais devemos dar. Visitas (16:5-12,15-18). Paulo planejou ficar em Éfeso até o Pentecostes e então esperava visitar Corinto e passar o inverno com os irmãos de lá. Ele reconhecia que estes planos dependiam de Deus (7). Muitos adversários confrontaram Paulo em Éfeso (9), mas ele não os viu como um sinal de que não estava fazendo a vontade de Deus. Além do mais, o evangelho costuma provocar oposição. Timóteo provavelmente visitaria Corinto também e Paulo queria que o respeitassem (10-11). Apolo, apesar do forte encorajamento de Paulo, decidiu não ir ainda. Estéfanas e dois outros irmãos saíram de Corinto para visitar Paulo e passaram algum tempo ajudando-o. Agora estavam retornando a Corinto. O trabalho duro destes homens deveria merecer o respeito e a cooperação de todos os irmãos. Várias exortações (16:13-14,19-24). Paulo podia juntar muitas coisas num pequeno espaço. As exortações dos versículos 13 e 14 podem ser lidas em segundos, mas exigem trabalho real para se aplicarem. Ele os encorajou a estarem alertas e vigilantes, permanecerem firmemente no Senhor, a serem corajosos, fortes, e amarem sempre. Ele também queria que os coríntios saudassem uns aos outros afetuosamente e enviou suas saudações a eles. O próprio Paulo escreveu a saudação final (compare 2 Tessalonicenses 3:17; Gálatas 6:11; Colossenses 4:18; Romanos 16:22; Filemom 19). 1 Coríntios começa e termina com o Senhor. Jesus é mencionado em cada um dos primeiros 10 versículos do livro e também nos últimos três.

2 Coríntios 1

1:1-2Paulo e Timóteo mandaram esta carta à igreja dos coríntios e aos demais santos na Acaia.
**Obs.: Como era seu costume, Paulo incluiu seu co-obreiro na saudação, mas a carta é do próprio apóstolo. Por este motivo, ele refere a si mesmo na primeira pessoa, e comenta sobre Timóteo na terceira pessoa (veja 1:19).
1:3-11Paulo agradeceu pela consolação que Deus dá.
O sofrimento de Cristo favorece os seus servos.
O conforto que Deus dava a Paulo, em seu sofrimento, equipou o apóstolo para confortar outros que passavam por angústias. Como participavam do sofrimento, participariam, também, da consolação.
Paulo passou por tribulações na Ásia, até ao ponto de desesperar da própria vida. Por essa experiência, ele aprendeu a confiar mais ainda em Deus (veja 12:9-10).
O apóstolo agradeceu as orações dos coríntios a seu favor.
**Obs.: No resto do livro, Paulo comentará bastante sobre sua atitude em relação ao sofrimento, especialmente no capítulo 12.
1:12-14Paulo afirmou sua sinceridade para com os coríntios, e os relembrou de que sua mensagem era de Deus, e não da sabedoria humana.
1:15-22Paulo defendeu a sua honestidade em relação às mudanças nos planos dele.
Ele tinha planejado uma viagem a Corinto. De lá, ele iria à Macedônia e voltaria a Corinto antes de prosseguir para a Judéia. Quando não fez a viagem como pretendia, alguns evidentemente questionaram sua integridade. Ele se defendeu, dizendo que sua palavra era confiável, como a palavra do Senhor.
**Obs.: Paulo cita, neste parágrafo, o Pai, o Filho e o Espírito. Disse que somos confirmados em Cristo, ungidos por Deus (Pai), e selados no Espírito. Assim, ele mostra o privilégio do cristão de estar em comunhão com as três pessoas divinas (veja Mateus 28:19; João 14:17,23; 1 Coríntios 6:19).
1:23-24Paulo disse que ainda não tinha ido a Corinto para poupá-los. Baseado em comentários encontrados mais tarde no livro, entendemos que Paulo estava dando tempo para os coríntios se arrependerem de alguns pecados, para evitar a necessidade de repreensões ásperas (veja, por exemplo, 10:2,9-11; 12:19-21; 13:1-2,10).

2 Coríntios 2

2:1-4Paulo não queria voltar para Corinto em tristeza; então deu tempo para que resolvessem os problemas primeiro.
Ele não se regozijou na tristeza deles. Pelo contrário, ele queria participar da alegria desses queridos irmãos.
A tristeza evidente na carta dele demonstrou seu amor verdadeiro para com eles.
**Obs.: Qual carta? Alguns comentaristas acreditam que Paulo mandou uma carta entre 1 e 2 Coríntios, severamente repreendendo os coríntios por algumas atitudes erradas. Supõe-se que esta carta severa fosse enviada depois de uma visita rápida e desagradável (que teria sido, segundo esta interpretação, a segunda visita; uma vez que ele estava planejando a terceira visita em 12:14 e 13:1).
2:5-11Quando o irmão pecador se arrepende e volta, deve ser acolhido em amor pelos irmãos.
A referida punição seria, provavelmente, a rejeição do pecador do meio da congregação, conforme o ensinamento de 1 Coríntios 5. Um dos propósitos de tal expulsão é a salvação do espírito do pecador, ou seja, o arrependimento e perdão dele. Uma vez que o pecador se arrepende, deve ser perdoado e confortado.
**Obs.: Qual irmão? Paulo não identifica o irmão que voltou. Pode ser o homem imoral de 1 Coríntios 5. Pode ser um dos homens com queixa contra o irmão em 1 Coríntios 6. Pode ser algum outro caso não especificado. Não importa o pecado ou a identidade do pecador. O princípio ensinado aqui é válido em qualquer caso de arrependimento de um irmão que pecou. Quando se arrepende, os outros devem o perdoar (veja Mateus 18:15-35).
O irmão arrependido precisa ser perdoado e confortado, para evitar que seja consumido por excessiva tristeza. A tristeza e sentimentos de culpa servem para nos conduzir ao arrependimento (7:10; Tiago 8-10). Mas, se ficar na tristeza e vergonha, a pessoa será consumida e vencida pelo erro. O irmão arrependido deve sentir o amor dos outros discípulos.
2:12-13Paulo ficou pouco tempo em Trôade, porque não encontrou Tito. Continuou a sua viagem até a Macedônia.
**Obs.: Saindo de Éfeso, Paulo foi até Trôade (ainda na Ásia), e depois prosseguiu até a Macedônia, que faz parte da Europa.
2:14-17O aroma de vida e morte.
Neste parágrafo, Paulo usa simbolicamente a imagem de um desfile triunfal de um exército. Depois da batalha, o comandante conduzia seus soldados, seguidos pelos prisioneiros. O incenso queimado levava o cheiro de vitória aos vencedores, mas o cheiro de morte aos prisioneiros, pois seriam mortos depois do desfile.
Paulo pregava uma mensagem só. A mesma palavra que faz o pecador sentir-se culpado e réu de morte traz as boas novas de vida aos fiéis.
Paulo disse que não mercadejava a palavra, reafirmando sua sinceridade

2 Coríntios 3

3:1-11Paulo não precisou dar carta de recomendação aos coríntios para estabelecer sua credibilidade, pois os próprios coríntios eram evidência de seu trabalho.
Ele começa, aqui, um contraste entre o evangelho de Cristo e a lei do Velho Testamento. Observe os pontos principais:
ANTIGA ALIANÇA X NOVA ALIANÇA
Tinta X Espírito
Pedra X Carne/corações
Letra mata X Espírito vivifica
Ministério da morte X Ministério do Espírito
Condenação X Justiça
Outrora X Atual
Desvanecia-se X Permanente
Glória X Sobreexcelente glória
**Obs.: "A letra mata, mas o espírito vivifica". Muitas pessoas distorcem o sentido desta frase, até usando o versículo para dizer que estudo da Bíblia pode ser prejudicial! Mas, um pouquinho de estudo do contexto mostra que tal interpretação é totalmente errônea. No contexto, a letra representa o sistema da lei do Velho Testamento, que trouxe conhecimento das conseqüências do pecado, mas não revelou o caminho para a salvação. O espírito representa a palavra de Cristo, que nos dá a solução para nosso problema.
3:12-18
A grande diferença entre o Novo e o Velho Testamentos pode ser resumida na palavra "esperança". Nós temos esperança e, por isso, temos motivo para falar ousadamente sobre Cristo.
**Obs.: A grande diferença entre o evangelho de Cristo e muitas religiões e filosofias é a esperança. Muitas religiões oferecem a "esperança" de voltar pela reencarnação para viver de novo, talvez como uma pessoa numa vida mais sofrida, talvez como vaca ou mosca. Outras religiões oferecem a "esperança" de perder a identidade em algum tipo de consciência universal. Várias filosofias oferecem a "esperança" de morrer e cessar de existir. Mas Jesus oferece a esperança da vida eterna. Pedro entendeu este fato quando disse a Jesus: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6:68).
Paulo disse que as pessoas que continuavam confiando na lei de Moisés ainda tinham um véu que escondia a verdade sobre Cristo. O véu não está mais sobre o rosto de Moisés, e sim sobre o coração dos que não se convertem a Cristo.
A verdadeira liberdade está no Espírito do Senhor.
**Obs.: Liberdade X Libertinagem. Paulo disse que a liberdade está no Espírito de Deus, mas muitas pessoas procuram liberdade em outros lugares. Até rejeitam a palavra do Senhor, rebelando-se contra a autoridade dele para cumprir sua própria vontade. Tal libertinagem resulta na escravidão espiritual da pessoa (2 Pedro 2:18-20).
Pelo Espírito, somos transformados na imagem do Senhor.
**Obs.: A imagem de Deus. Deus criou o homem à imagem dele (Gênesis 1:26-27), mas o homem manchou a imagem com o pecado. Jesus nos mostrou a imagem do Pai (2 Coríntios 4:4; Colossenses 1:15). Nós somos refeitos à imagem de Cristo (2 Coríntios 3:18; Colossenses 3:10).
**Obs.: Considere as afirmações dos versículos 17 e 18 em relação a divindade do Espírito Santo: "o Senhor é o Espírito" e "pelo Senhor, o Espírito". E ainda há pessoas que negam a personalidade e a divindade dele!

2 Coríntios 4

4:1-6Paulo fez seu trabalho de uma maneira transparente e sincera, e não pretendia desistir dele.
Outros andavam de modo vergonhoso, usando de astúcia e adulterando a palavra de Deus.
As pessoas cegas continuam perdidas, não enxergando a imagem de Deus em Cristo.
Paulo não pregou uma doutrina particular, mas sim, o evangelho de Cristo.
Paulo, escolhido por Cristo para ser apóstolo, se colocou na posição de servo dos coríntios, por amor de Jesus.
**Obs.: É importante observar, nas cartas de Paulo, o uso de palavras como servo, submissão, sacrifício, etc. Ele mostra uma atitude de humilde serviço, que nós devemos imitar.
Através de Cristo, conhecemos a glória de Deus.
4:7-15Neste parágrafo, Paulo explica bem a grande responsabilidade dos apóstolos. No contexto, em que ele fala sobre a sua própria morte, parece que os vasos de barro são os próprios apóstolos. Isso não nega, porém, a nossa responsabilidade na divulgação do evangelho hoje (veja a transmissão dessa responsabilidade de uma geração para outra em 2 Timóteo 2:2).
Paulo queria sempre manifestar o poder de Cristo, e não o seu próprio.
**Obs.: Confiança na carne. Nas cartas aos coríntios, Paulo fortemente rejeita a ênfase nas obras dos homens. A grande tendência de muitas igrejas, hoje em dia, é honrar os homens pelas obras realizadas (diplomas de seminários, títulos de honra, glória de trabalhos bem-sucedidos, reconhecimento por homens, etc.). Paulo pôs tudo que o homem é, e tudo que o homem faz, na categoria de um vaso de barro. A glória pertence ao tesouro guardado no vaso, não ao próprio vaso.
O versículo 10 apresenta um tema mencionado várias outras vezes por Paulo. O cristão, em alguns sentidos, participa da morte de Cristo e, também, participa da vida após a ressurreição (compare com Romanos 6:3-4; 2 Coríntios 5:17; Colossenses 3:1-10).
No versículo 13, ele resume o sentido de Salmo 116, onde Deus é louvado por ter livrado seu servo da morte. Neste contexto, Paulo mostra a mesma confiança. Ele será livrado da morte na ressurreição, e todos que ouvem o evangelho podem participar da mesma esperança.
4:16-18Por causa da sua esperança da ressurreição, Paulo não se desanimava quando contemplava a própria morte. Ele mostrou a sua fé nas promessas de Deus, e depositou sua confiança nas coisas eternas e invisíveis

2 Coríntios 5

5:1-5Neste parágrafo, Paulo apresenta uma perspectiva cristã da morte física.
O corpo físico é um tabernáculo (tenda) terrestre que está se gastando.
O corpo espiritual é um edifício (templo) eterno e celeste.
Os santos gemem neste corpo, querendo ser revestidos da vida eterna.
Tal esperança é válida somente para as pessoas preparadas/vestidas da imagem de Cristo, e não despreparadas/espiritualmente nuas (veja Colossenses 3:5-12; 2 Pedro 1:4).
Paulo deixa bem claro que ele não deseja a morte, e sim a vida eterna. Ele não quer ser despido; ele quer ser revestido da vida.
**Obs.: O desejo de morrer. É importante compreender a diferença entre a vontade de Paulo e a vontade do rei Saul, Judas Iscariotes e outros que, até hoje, consideram o suicídio uma saída. Paulo não desejava a morte, e sim a vida. Ele não estava correndo dos problemas desta vida, mas olhava para o fim do caminho (2 Timóteo 4:6-8). Embora querendo estar com Deus na eternidade, Paulo não apressou sua própria morte. Ele confiava em Deus para decidir a hora certa para dar-lhe a coroa da vida. Embora Deus tenha livrado os fiéis do medo de morrer, ele não autorizou o suicídio.
Deus nos preparou para a vida eterna, já dando uma amostra da vida eterna através do Espírito (veja Efésios 1:13).
**Obs.: A vida eterna: presente ou futuro? Quando a Bíblia ensina sobre a salvação em Cristo e a vida eterna, fala em dois sentidos (veja 1 Timóteo 4:8). Num sentido, os discípulos de Cristo já têm a salvação e participam da vida espiritual nele (Atos 2:47; 15:11; Romanos 6:4; Efésios 2:1,5; Colossenses 2:13; 1 João 5:12-13). Em outro sentido, ainda aguardamos a salvação e a vida eterna (veja Romanos 2:7; 13:11; Gálatas 6:8; Tito 3:7; Hebreus 9:28; Judas 21).
5:6-10Paulo andava em esperança da vida eterna que o motivou a ser agradável a Deus.
Todos nós seremos julgados pelas coisas feitas no corpo.
**Obs.: Julgamento segundo as coisas feitas por meio do corpo. Apesar da confusão causada por várias doutrinas humanas, algumas afirmações bíblicas são bem claras. As diversas filosofias e religiões que ensinam a reencarnação enfrentam um problema no versículo 10. Paulo não falou de julgamento das coisas feitas por meio dos corpos. Ele falou de um corpo só (veja Hebreus 9:27). Os premilenaristas ensinam que haverá duas ressurreições, mas Jesus afirma que todos seremos ressuscitados na mesma hora para o julgamento final (João 5:28-29).
5:11-17Paulo pregava com convicção, persuadido da mensagem de Cristo. Ele não confiava nas aparências da carne, e sim na verdade no coração. Outros o julgavam louco, mas ele continuou servindo a Deus.
Os que estão em Cristo são novas criaturas.
**Obs.: Versículo 17 mostra a grande diferença entre a morte e as trevas do passado e a vida e a luz em Cristo. Infelizmente, algumas pessoas torcem o sentido do versículo para justificar o pecado. Sugerem que a pessoa que praticava pecado pode continuar nas mesmas práticas, porque agora Deus fez tudo novo. Mas ele fez tudo novo quando justificou (salvou, perdoou) o pecador. Ele não justificou o pecado. Para sermos novas criaturas, temos que deixar de praticar as coisas condenadas por Deus (veja 1 Coríntios 6:9-11).
5:18-21O trabalho de Paulo era o ministério da reconciliação, promovendo a paz entre Deus e os homens (veja Isaías 59:1-2; Efésios 2:14-18).
Paulo usufruiu a reconciliação, e passou a pregar a mesma mensagem para outros. Ele diz: "Deus...nos reconciliou" (5:18) e "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (5:19).
Considere bem a mensagem profunda do versículo 21 sobre a grande troca feita por Deus:
- Jesus não conheceu pecado, e Deus o fez pecado por nós.
- Nós conhecemos pecado, e Deus nos fez justiça através dele!
- Ele levou sobre si os nossos pecados; levamos sobre nós a justiça dele! Que maravilha!

2 Coríntios 6

No parágrafo anterior (5:18-21), Paulo falou da reconciliação. Disse que Cristo nos reconciliou, e que deu o ministério da reconciliação aos seus embaixadores. Ele continua falando sobre este segundo aspecto da reconciliação (o papel dele como servo de Jesus) no início do capítulo 6.
6:1-3Paulo exortou-os a não receberem a graça de Cristo em vão, frisando a urgência da sua obediência.
**Obs.: Ele cita Isaías 49:8 como a palavra de Jesus. Este versículo faz parte de uma série de profecias messiânicas em Isaías sob o tema "O Servo do Senhor".
Paulo serviu com toda sinceridade e dedicação, para não impedir o progresso do evangelho.
6:4-10Ao invés de dar motivo de escândalo, Paulo se negou em tudo para ser um bom embaixador de Cristo.
Ele aceitou sofrimento na sua vida (versículos 4 e 5), e ainda desenvolveu as qualidades características de um servo fiel (versículo 6).
**Obs.: Tudo indica que Paulo ainda estava sendo criticado e rejeitado por alguns entre os coríntios. Seu amor não fingido (sem hipocrisia) sugere um contraste com o falso amor dos falsos apóstolos que estavam perturbando os coríntios (veja 11:13).
Paulo confiava plenamente no poder de Deus para fazer seu trabalho, independente das interpretações erradas por parte de outras pessoas.
6:11-13Paulo sente-se constrangido, não por falta de vontade de sua parte, mas pela rejeição pelos coríntios. O coração dele estava bem aberto para recebê-los, mas eles permaneciam fechados.
6:14-18Nestes versículos, e no primeiro do capítulo 7, Paulo destaca a importância da santificação na vida dos cristãos. Não pode haver concordância entre as coisas de Deus e as do Maligno. Observe os contrastes:
Justiça X Iniqüidade
Luz X Trevas
Cristo X O Maligno
Crente X Incrédulo
Santuário de Deus X Ídolos
Nos versículos 16 a 18, Paulo usa várias citações do Velho Testamento sobre o povo santo. Deus desejava um povo santo em Israel, mas os hebreus não cumpriram sua responsabilidade. Então, ele começou a profetizar sobre um povo santo e cumpriu as profecias em Israel espiritual, a igreja. Hoje, em Cristo, participamos da comunhão do Todo-Poderoso que habita entre os cristãos